
Bruxelas propõe subida de 22% na pesca de tamboril e corta 20% na pescada em Portugal
Já para o goraz, o executivo comunitário propõe, para os próximos dois anos, uma redução de 35% na quota de captura em águas continentais, com base no parecer científico e em considerações de precaução, e a manutenção da quota nos Açores.
As propostas, com base em pareceres científicos, incluem ainda uma quota de 50 toneladas na pesca de raia-curva em águas nacionais para 2027 e 2008.
Para a pescada, a Comissão propõe diminuir a quota de captura em 20%.
No que se refere a espécies como bacalhau e areeiro, os totais admissíveis de capturas (TAC) e respetiva repartição de quotas ainda não foram fixados, o mesmo acontecendo para o espadim, atum-voador, atum-patudo e atum-rabilho.
O executivo comunitário adotou hoje a sua proposta relativa às possibilidades de pesca para 2027 relativas a 11 unidades populacionais geridas pela UE no Atlântico, no Kattegat e no Skagerrak.
Para seis dessas unidades populacionais, incluindo o goraz e raia-curva, a proposta estabelece também as capturas para 2028 e, em alguns casos, para 2029.
A proposta dos TAC baseia-se nos pareceres científicos mais recentes do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla inglesa).
O objetivo de Bruxelas é manter a pesca em condições sustentáveis, apoiar a viabilidade a longo prazo do setor e contribuir para a recuperação das unidades populacionais que continuam sob pressão.
A proposta da Comissão será analisada e fechada no Conselho de ministros das Pescas da UE, em dezembro, negociações que tendem a arrastar-se.







