
Trabalhadoras de empresa de Mangualde exigem pagamento atempado de salários
Mais de 60 trabalhadoras da empresa de confeções VG Faster, de Mangualde, distrito de Viseu, estão hoje a fazer greve em protesto pelo atraso no pagamento de salários, disse à agência Lusa a dirigente sindical Isabel Tavares.
“Os salários são pagos, mas com atraso. A empresa tem de pagar até ao primeiro dia útil do mês, mas não o faz. As trabalhadoras nunca sabem ao certo em que dia vão receber, se é no dia 10, 11 ou 12. É sempre depois do dia 08”, lamentou a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil de Aveiro, Viseu e Guarda.
Segundo Isabel Tavares, dos 94 trabalhadores da empresa, 64 fizeram greve, o que demonstra a sua preocupação.
Os atrasos constantes no pagamento dos salários “causam transtorno a nível do orçamento familiar, porque há compromissos bancários, contas para pagar que ficam postas em causa com este comportamento da empresa”.
“As trabalhadoras há quatro anos que andam nisto, cansaram-se de estar a ser oneradas com despesas acrescidas nos bancos e tomaram a decisão de fazer greve”, frisou.
A dirigente sindical lembrou que, atendendo ao despedimento coletivo em curso, alegadamente devido à perda de clientes e que levará à saída de 34 trabalhadores no próximo dia 18, está criado um cenário “que não é animador para ninguém, porque é um sinal de dificuldades”.
“Até hoje a empresa não pagou e vamos ver o que é que vamos fazer a seguir. A pergunta que eu deixo no ar é: quem não tem dinheiro para salários, onde é que vai arranjar dinheiro para indemnizações?”, questionou.
Isabel Tavares lamentou também as dificuldades em contactar a empresa, que tem sede na Póvoa do Lanhoso (distrito de Braga).
“Os trabalhadores estão completamente isolados, os contactos são feitos via e-mail, via telefone, não há ninguém que dê a cara”, criticou.
A Lusa tentou, mas em vão, obter declarações da empresa.







