
“Viseu em Armas” percorre três milénios de presença militar no território
O Regimento de Infantaria 14 e o Museu Nacional Grão Vasco promovem, entre o próximo dia 15 e 10 de dezembro, o ciclo de conferências ‘Viseu em Armas: três milénios de presença militar no território’. A iniciativa decorrerá no Museu Nacional Grão Vasco e propõe uma leitura alargada da presença militar no território da beira, desde a pré-história até à atualidade.
Ao longo de cinco sessões, dez especialistas abordarão temas que atravessam diferentes períodos históricos: os caçadores, guerreiros e construtores de dólmenes da Beira Alta; a presença militar romana em Vissaium; os conflitos nas comunidades beirãs, entre os séculos IX e XI; a organização militar medieval e moderna; a Guerra Peninsular; as lutas liberais; e a monumentalização da memória da I Grande Guerra.
A importância militar de Viseu atravessa os séculos, da Cava de Viriato e das muralhas medievais às guerras contra Castela e à Guerra Peninsular, prolongando-se com o Regimento de Infantaria 14, instalado na cidade desde 1834, cujos militares combateram em Naulila e na Flandres, durante a Grande Guerra, participaram na Guerra de África e, que no século XXI continuam em diversas geografias.
O ciclo de conferências surge no contexto da valorização da memória militar da cidade e constituem o prelúdio para um futuro espaço museológico, que promova o conhecimento, a reflexão e o diálogo em torno da presença militar em Viseu.
As sessões realizam-se no Museu Nacional Grão Vasco, com início às 18h00 e termo previsto para as 20h00. Em cada encontro, dois especialistas apresentarão comunicações de cerca de 30 minutos, seguindo-se um período de debate e conversa com o público. A moderação será assegurada, alternadamente, pelo Museu Nacional Grão Vasco e pelo Regimento de Infantaria 14. As sessões são abertas ao público em geral, de acordo com a capacidade do espaço.
Programa
15 de outubro — “Caçadores, guerreiros e construtores de dólmenes na Beira Alta”, por António F. Carvalho (Universidade de Algarve)
“Vissaium e a presença militar romana”, por Pedro C. Carvalho (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra).
29 de outubro — “Entre dois mundos: conflito nas comunidades beirãs (séculos IX–XI)”, por Catarina Tente (IEM/FCSH/Universidade Nova de Lisboa)
“Viseu militar entre o Condado Portucalense e o reino de Portugal”, por Carlos Filipe Afonso (IEM/FCSH/Universidade Nova de Lisboa).
12 de novembro — “O ducado de Viseu e a organização militar no século XV”, por António Martins Costa (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
“Um capitão da Companhia de Ordenanças de Viseu entre 1578 e 1583”, por Luís Costa e Sousa (CHAM/FCSH/Universidade Nova de Lisboa).
26 de novembro — “O Batalhão de Caçadores 4 na Guerra Peninsular”, por Rui Moura (CPHM)
“Mulheres ao serviço do Batalhão de Caçadores 4 na Guerra Peninsular”, por António José Martins Carvalho.
10 de dezembro — “António Alves Martins, bispo de Viseu, das lutas liberais às reformas militares”, por Paulo Jorge Fernandes (CHC/FCSH/Universidade Nova de Lisboa), e O Regimento de Infantaria 14 na Grande Guerra 1914-1918 | Coronel Vítor Borges (AM)







