
BE acusa ministro da Educação de gerar caos no arranque do ano letivo
“Estamos diante de um ministro [da Educação] que tem sido um agente de confusão, um agente de complicação, de trapalhada, de caos. Creio que o país não pode manter esta situação e é absolutamente incrível que se vá mantendo este mantra sem que haja soluções”, afirmou.
À entrada para uma visita à Escola EB 2, 3 Martim de Freitas, na cidade de Coimbra, o líder do BE considerou que o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, já tinha lançado o caos na vida das pessoas na altura dos exames nacionais de acesso ao ensino superior.
“Depois de se ter orgulhado de ter abatido uma série de estruturas do Ministério da Educação, os resultados ficaram à vista com aquilo que aconteceu e com o caos que foi lançado na vida dos jovens, das suas famílias, das escolas, enfim, das comunidades educativas”, acrescentou.
No entender de José Manuel Pureza, o arranque do ano letivo está a decorrer "sem surpresa, pelas piores razões", sendo marcado por "enorme confusão e trapalhada", causado por “um problema crónico, que é a falta de professores".
“E esse problema crónico da falta de professores acaba por estar ligado a um problema que, tanto quanto se percebe, é inédito, pelo menos nesta ordem de grandeza, que é a existência de centenas de alunos sem escola para a sua colocação”, apontou.
O coordenador bloquista criticou ainda a solução encontrada para alguns destes casos, nomeadamente em Lisboa, em que “a colocação atabalhoada de alguns alunos passa pelo alargamento do número de alunos por turma”.
“Se o Governo não tem mais soluções do que esta, então é muito mau sinal, porque é uma solução errada. Evidentemente que vai ter consequências pedagógicas sobre todos os alunos dessas turmas e vai ter consequências de acrescento de desgaste para os professores que nelas lecionam”, alegou.
Aos jornalistas disse ainda que esta solução é um “desincentivo para o exercício profissional”.
“Se o problema crónico da falta de professor já é aquele que é, isto vai-se agravar”, concluiu.








