
Mais de 60 mil menores em Gaza ficaram órfãos de um dos pais desde início da guerra
Mais de 60.000 menores em Gaza perderam um dos pais em ataques israelitas desde o início da ofensiva em outubro de 2023, indicou o Ministério da Saúde do enclave palestiniano num relatório divulgado hoje.
Segundo o ministério, controlado pelo grupo islamista palestiniano Hamas, 52.095 menores perderam o pai e 5.929 perderam a mãe durante o conflito.
Além disso, 2.713 crianças ficaram completamente órfãs, tendo perdido ambos os progenitores durante a guerra.
No total, 2.276 famílias foram completamente apagadas do registo civil, correspondendo a 8.858 pessoas.
O Ministério da Saúde afirma que a região de Gaza, nomeadamente no norte da Faixa de Gaza onde se localiza a capital com o mesmo nome, foi a mais afetada em termos de orfandade. Ali, 19.700 crianças perderam o pai, 2.083 perderam a mãe e 1.075 ficaram órfãs de ambos os progenitores, o que representa quase 50% do total na região.
A segunda área mais afetada é o norte de Gaza, seguida por Khan Yunis, na zona sul, depois a região central e, finalmente, Rafah, na extremidade sul da Faixa, que se encontra praticamente desabitada há mais de um ano e meio devido ao avanço do exército israelita que ocupa militarmente a área.
Desde o início da ofensiva na Faixa de Gaza a 7 de outubro de 2023, na sequência do ataque do Hamas ao sul de Israel, pelo menos 73.335 pessoas morreram, indicam dados oficiais.
A operação militar israelita provocou um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, as forças armadas israelitas continuam os ataques no enclave, tendo matado pelo menos 1.209 pessoas desde então.
Os dados do Ministério da Saúde de Gaza são considerados credíveis pelas Nações Unidas.









