
Papa pede "diálogo e diplomacia" na Ucrânia e Médio Oriente
O Papa Leão XIV pediu hoje que seja seguido “o caminho do diálogo, do encontro e da diplomacia” na Ucrânia e no Médio Oriente, onde “voltam a soprar os ventos da guerra”.
Estes conflitos “semeiam violência, terror e morte e afetam, mais uma vez, tantos inocentes”, afirmou o Papa, na sua oração dominical em Castel Gandolfo, onde está de férias.
“Não permitamos que estes ventos apaguem a chama da esperança e da paz, por mais frágil e vulnerável que esta seja”, afirmou Leão XIV, às portas do palácio apostólico, em frente à Praça da Liberdade daquela localidade situada a cerca de 30 quilómetros de Roma.
Leão XIV manifestou o desejo “de que se percorra com esperança o caminho do diálogo, do encontro e da diplomacia”, porque é o caminho “capaz de conduzir a uma paz justa e duradoura, na qual os povos possam viver reconciliados, em segurança mútua e no respeito pela dignidade de cada pessoa”.
Hoje, dia em que se celebra o Domingo do Mar no calendário católico, o Papa aproveitou a mensagem a todos “os marinheiros, pescadores e trabalhadores portuários do mundo” para falar dos conflitos militares no mar de Azov e em Ormuz.
As vidas dos marinheiros são marcadas “pelo afastamento dos seus entes queridos e, por vezes, pelo receio dos conflitos que assolam as rotas marítimas, que sustentam, com um trabalho paciente e silencioso, o comércio e a vida de muitos povos”, afirmou.
Leão XIV deslocou-se no domingo passado ao Palácio Apostólico de Castel Gandolfo para iniciar um período de descanso que se prolongará até 27 de julho.
Durante estas semanas, todas as audiências gerais, privadas e especiais ficarão suspensas, mas o Papa realizará algumas atividades, como a deste sábado, em que almoçou com pessoas vulneráveis.
Tem ainda previsto visitar a Biblioteca Apostólica Vaticana e irá inaugurar o primeiro capítulo do ciclo de exposições “Catástrofe e Maravilha”, no qual as obras de três criadores contemporâneos — o artista JR, o tipógrafo Bill Morany e o chef Fulvio Pierangelini — “estabelecerão um diálogo com o património e os espaços destas salas, numa reflexão dedicada à água como ameaça e como recurso”, referiram os organizadores.
Está previsto que as audiências gerais sejam retomadas normalmente a 5 de agosto.







