
Linha SNS 24 registou aumento de 33% nas chamadas na primeira semana de julho
Os dados avançados à agência Lusa pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) mostram que a maior procura da Linha SNS 24 se registaram na segunda metade do período analisado.
O pico ocorreu na segunda-feira (6 de julho), com 22.329 chamadas, seguido de 7 de julho (21.867) e 8 de julho (21.244). Seguiram-se 1 de julho (19.287), 2 de julho (18.973) e 3 de julho (16.784).
Os dias 4 e 5 de julho registaram os valores mais baixos, com 12.630 e 12.629 chamadas, respetivamente.
OS SPMS salientam que, comparando períodos equivalentes de oito dias, de quarta-feira a quarta-feira, nos anos 2025 e 2026, verifica-se “um crescimento expressivo da procura”.
Segundo os dados, foram atendidas, entre os dias 2 e 9 de julho de 2025, 109.929 chamadas, “o que significa que em 2026 houve um crescimento de cerca de 33% comparativamente com o ano anterior”.
No entanto, salientam os SPMS, “parte deste crescimento resultou de um aumento generalizado da procura da linha, como se verifica analisando os dados de junho, em que se registou também um aumento, mas de menor dimensão”.
Os dados indicam que, entre os dias 4 e 11 de junho de 2025 foram atendidas mais de 116.180 chamadas e já este ano, entre os dias 3 e 10 de junho, foram atendidas mais de 140.835 chamadas, o que corresponde a um aumento de 21%.
Relativamente às triagens realizadas entre os dias 1 e 8 de julho de 2026, 4.843 corresponderam a motivos identificados pela DGS como relacionados com o calor.
No período de 1 a 8 de julho de 2026, 5% das chamadas foram encaminhadas para o INEM, 46% das chamadas resultaram em encaminhamento para o serviço de urgência, 39% para consultas em cuidados de saúde primários, 7% para autocuidados e cerca de 4% para teleconsulta da Linha SNS 24.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) também registou um aumento de 6,6% no número médio de chamadas diárias recebidas na primeira semana de julho face ao mesmo período de 2025 devido aos efeitos do calor, que devem prolongar-se por mais uns dias.
Entre 01 e 07 de julho, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) receberam 36.512 chamadas, o que corresponde a uma média diária de 5.216 contactos telefónicos, adiantou hoje à Lusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Este valor representa, em média, mais 349 chamadas por dia de cidadãos para as centrais telefónicas que coordenam o socorro pré-hospitalar do que no mesmo período de 2025.







