
Governo reforça SNS com 1,5 mil milhões para dívida e investimento
O Governo aprovou um reforço de 1,5 mil milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), destinado a pagar dívidas, reduzindo montantes e prazos de pagamento, bem como a financiar investimentos, esclareceu a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
"Não é só para pagar a dívida, também são reforços que as Unidades Locais de Saúde precisam ou para investimento ou para aquisições de bens e serviços", afirmou a ministra, em declarações após a inauguração da nova ambulância de Suporte Imediato de Vida de Mafra, que vai operar a partir do Centro de Saúde Mafra Norte.
A governante especificou que o objetivo é garantir que o stock de dívida não aumente e que os prazos de pagamento não ultrapassem os 60 dias até ao fim da legislatura. "Esse é o nosso objetivo, até ao fim da legislatura para além dos 60 dias", concretizou.
Ana Paula Martins destacou que o Estado tem "uma responsabilidade social" ao cumprir os princípios da economia circular, para que os fornecedores continuem a sê-lo.
A ministra referiu ainda que a percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) investida na Saúde "é exatamente o mesmo" que foi investido "praticamente na última década", cerca de 5,5%.
"É muito dinheiro dos contribuintes, mas é preciso dizer que nós estamos a fazer isto com mais 1,4 milhões de pessoas a residir em Portugal", apontou, destacando o "esforço enorme de eficiência por parte do Serviço Nacional de Saúde".
Segundo Ana Paula Martins, o SNS tem cada vez maior modernização e melhor tecnologia, incluindo mais digitalização, o que aumenta os custos. Contudo, considerou que o digital e a inteligência artificial ajudarão a aumentar a produtividade.
Por sua vez, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, afirmou que o reforço de 1,5 mil milhões de euros não resolve os desequilíbrios orçamentais das Unidades Locais de Saúde, que deverão continuar a acumular dívida em 2027.






