
Trump afirma que o seu apoio "ajudou muito" Netanyahu
"Penso que, quando o apoio foi anunciado, isso ajudou-o muito", declarou o líder republicano aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, referindo-se a Netanyahu.
Pouco antes, Trump publicou uma mensagem na rede social que detém, a Truth Social, em que defendia que o recente apoio público ao primeiro-ministro israelita evitou a derrota de Netanyahu e proporcionou "uma reviravolta" do bloco conservador.
"Quando o Presidente Trump apoiou 'Bibi' Netanyahu, a situação mudou completamente", diz a mensagem, assinada com o nome de Irving C. Schwartz e partilhada por Trump sem esclarecer de quem se trata.
De acordo com a mensagem, em vez de "uma derrota contundente para um grande primeiro-ministro", o cenário atual aponta para "um grande empate após uma reviravolta, ou até mesmo uma vitória" para o líder do Likud.
A mensagem realçou que a reviravolta nas urnas ocorreu "após o apoio do Presidente Trump, que apenas quer o que é bom para o Médio Oriente, para Israel e para os Estados Unidos".
A coligação de Benjamin Netanyahu está à frente do bloco da oposição na contagem de votos, mas não se vislumbra uma maioria governamental, depois de contabilizados mais de metade dos boletins nas legislativas desta terça-feira.
Com 51,8% dos boletins de voto apurados, o Likud e os seus aliados somam 55 lugares dos 120 que compõem o Knesset (parlamento), o bloco da oposição conta com 49, e os partidos árabes, com 16, segundo dados divulgados pela Comissão Eleitoral.
As mais recentes projeções, divulgadas pelos canais de televisão 11 e 13, apontam para um empate entre os dois blocos candidatos, enquanto o Canal 12, que originalmente atribuía uma ligeira vantagem ao principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, passou a atribuir 52 lugares no parlamento ao bloco do atual primeiro-ministro contra 50 do ex-general do exército israelita.
Inicialmente, o canal 11 dava também 52 lugares ao bloco de Eisenkot contra 50 de Netanyahu, mas passou a atribuir 51 lugares a cada.
Nas três projeções, o Likud é o partido individualmente mais votado (24 a 27 deputados).
As projeções atribuem às forças políticas árabes até 19 assentos no Knesset, o que representaria um recorde, batendo o até agora melhor resultado, alcançado nas eleições de 2020, em que arrecadaram 15 lugares.
A participação nas eleições legislativas israelitas atingiu 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022), na que foi a taxa mais elevada desde 2001, segundo a Comissão Eleitoral Central.







