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Comissão Europeia aceita plano da Temu para combater produtos ilegais na sua plataforma

Temu tem quatro meses para avaliação intercalar de riscos após coima de 200 milhões de euros por incumprimento do Regulamento dos Serviços Digitais

A Comissão Europeia aceitou o plano de ação da plataforma chinesa de comércio eletrónico Temu para corrigir o incumprimento das regras comunitárias e combater a disponibilização de produtos ilegais na plataforma.

O executivo comunitário referiu que o plano de ação da Temu visa cumprir o Regulamento dos Serviços Digitais e combater a disponibilização de produtos ilegais online.

O plano prevê cinco medidas principais, incluindo a realização de uma análise específica de riscos para a plataforma e a utilização de métricas fiáveis para avaliar a eficácia das medidas adotadas na redução da divulgação de conteúdos ilegais.

A Temu compromete-se a avaliar as limitações dos seus mecanismos de moderação de conteúdos e a analisar de que forma os seus sistemas de recomendação podem contribuir para ampliar a divulgação de produtos ilegais.

A empresa irá ainda examinar situações de manipulação deliberada e promoção de artigos ilegais, nomeadamente casos em que vendedores utilizam funcionalidades da plataforma para divulgar anúncios de produtos potencialmente ilegais.

A Comissão Europeia concedeu à Temu um prazo de quatro meses para realizar uma avaliação intercalar dos riscos, relativa a um período de seis meses até 30 de novembro de 2026, com o objetivo de assegurar a aplicação das medidas previstas no plano.

Esta iniciativa "constitui mais um exemplo de como o Regulamento dos Serviços Digitais está a reforçar a proteção dos consumidores em linha e a limitar a divulgação de produtos ilegais na Europa", afirmou o executivo comunitário.

O plano de ação foi apresentado na sequência de uma decisão da Comissão Europeia, em maio de 2026, que concluiu que a Temu não tinha cumprido as suas obrigações em matéria de avaliação de riscos.

Por esse incumprimento, foi aplicada à plataforma uma coima de 200 milhões de euros.

O Regulamento dos Serviços Digitais impõe obrigações às plataformas digitais com o objetivo de combater conteúdos e produtos ilegais e reforçar a segurança dos utilizadores no espaço digital europeu.

Outubro 26, 2026 . 14:31

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