
Parlamento Europeu anuncia hoje vencedor do prémio Sakharov
O Parlamento Europeu anuncia hoje o vencedor do prémio Sakharov, que tem como finalistas este ano o Tribunal Penal Internacional, o opositor tanzaniano Tundu Lissu e duas irmãs iranianas condenadas em Teerão pela participação nas manifestações de janeiro.
O vencedor será escolhido numa reunião da Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu – órgão que reúne a presidente da instituição e os líderes dos oito grupos políticos representados na assembleia europeia – e anunciado por volta das 12:00 locais (11:00 de Lisboa) em Estrasburgo, França.
O prémio será depois entregue numa cerimónia marcada para 16 de dezembro.
A escolha do Tribunal Penal Internacional (TPI) para finalista, sob proposta dos Socialistas e Democratas (S&D, na sigla em inglês), surge numa altura em que a instituição tem sido alvo de sanções e tentativas de desmantelamento pelos Estados Unidos.
Por sua vez, o advogado e líder do Partido Pela Democracia e o Progresso da Tanzânia, Tundu Lissu, foi proposto pelo Partido Popular Europeu (PPE) e pelos Conservadores e Reformistas Europeus (ECR, na sigla em inglês).
Vítima de uma tentativa de assassínio em 2017, Tundu Lissu, 58 anos, encontra-se atualmente preso, acusado de traição, um crime punível com a pena de morte, por ter denunciado e lutado contra a repressão política no país.
As irmãs gémeas Taraneh e Romina Rahimi foram propostas pelos Patriotas pela Europa, “em nome de todas as pessoas perseguidas pelo regime iraniano”.
Detidas durante a vaga de repressão do regime em janeiro passado, uma das irmãs foi condenada à morte e a outra a 25 anos de prisão.
O prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, batizado em homenagem ao físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov, é o maior prémio de direitos humanos da União Europeia (UE), com o valor pecuniário de 50 mil euros.
Atribuído pelo Parlamento Europeu desde 1988, o prémio visa reconhecer o trabalho em prol da defesa dos direitos humanos e dos direitos fundamentais.
No ano passado, os vencedores do prémio foram o jornalista bielorrusso Andrzej Poczobut e a jornalista georgiana Mzia Amaglobeli, que se encontravam ambos detidos na altura.







