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Zona fluvial de Resende recebe investimento de 300 mil euros

Intervenção tem um prazo de execução de três meses e prevê a reabilitação do edifício oficinal e a melhoria das condições de apoio às embarcações na marina

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) vão investir cerca de 300 mil euros na requalificação do complexo fluvial de Caldas de Arêgos, em Resende, para valorizar e potenciar esta zona no rio Douro.

“Estamos a falar de um investimento que ronda os 300 mil euros. Vamos fazer a reabilitação do edifício oficinal, que está a precisar de obras e, depois, vamos intervir na zona da marina, no sentido de ter melhores condições nos passadiços flutuantes para quem tem ali as suas embarcações. No fundo, vamos melhorar os serviços de apoio à marina”, defendeu o presidente da APDL, João Neves.

O objetivo é o de “zelar pelo património e tratar da infraestrutura” que dá apoio ao complexo fluvial de Caldas de Arêgos, em Resende, distrito de Viseu.

Esta obra, hoje consignada, tem um prazo de três meses de execução e, no futuro, está “aberta a possibilidade de alargar” a mais e diferentes embarcações, uma vez que estão a “estudar o modelo de exploração da marina e, nesse trabalho, pode surgir a oportunidade de criar mais locais” de atracação.

“Sabemos que há necessidade, que há procura. E uma marina que tenha um maior número de lugares tem um efeito de escala que a valoriza e que permite tirar partido, ter mais receitas e permitir fazer depois as manutenções”, admitiu.

João Neves disse que “o projeto está por fechar” e poderá sofrer alterações mediante as “necessidades que forem surgindo e na medida das possibilidades” da APDL.

O presidente da Câmara de Resende, Fernando Silvério, defendeu que esta requalificação “era muito necessária e ainda bem que há entidades que não se ficam pelas palavras de valorização do interior e também passam aos atos”.

“O rio, costumo dizer, é a nossa autoestrada. Passam, provavelmente, mais pessoas no rio Douro do que, propriamente, nas estradas. Esta estrutura é um atrativo e uma mais valia que o nosso concelho tem e que outros não têm e nós temos de aproveitar”, defendeu.

Fernando Silvério disse ainda que com este tipo de acordos “consegue-se tornar aquela zona ainda mais atrativa e, com isso, atrair mais pessoas a visitar o concelho e até, se possível, a fixarem-se” em Resende.

O autarca adiantou que, passado quase um ano de ter tomado posse enquanto presidente do Município, tem “sentido que, apesar de todas as dificuldades de acessibilidade” ao concelho, Resende “continua a ser apetecível e esta obra contribui” para isso.

“Como conseguimos conjugar o rio com a serra, torna-se muito atrativo. Quem tiver barco pode atracar ali e ficar o tempo que entender. Constatei esta realidade de que há pessoas que procuram e continuam a querer visitar e ficar em Resende”, disse.

Hoje foi também assinado um acordo entre a APDL e a Câmara de Resende no sentido de ser o Município a “gerir toda a parte que não é náutica, porque quem está no território é que conhece bem as suas necessidades”.

A APDL, contabilizou João Neves, gere 204 quilómetros de via de navegabilidade do rio Douro e, a partir desta semana, começa também a gerir o Porto Seco da Guarda.

Outubro 21, 2026 . 15:00

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