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Quartel de bombeiros de Folgosinho em Gouveia vai receber investimento de um milhão

O quartel dos Bombeiros Voluntários de Folgosinho, no concelho de Gouveia, vai ser requalificado no âmbito de um concurso público com o preço-base de 999.641 euros.

“O quartel foi inaugurado na década de 1990 e desde então nunca teve qualquer intervenção de fundo, apenas pequenas melhorias ou trabalhos de manutenção, pelo que é uma obra necessária”, disse Nuno Pires, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Folgosinho, à agência Lusa.

O dirigente acrescentou que a empreitada permitirá resolver problemas de infiltrações de água sinalizadas “há alguns anos” e que contribuíram para “degradar o telhado e algumas paredes do edifício”.

Outro objetivo dos trabalhos é criar condições para as bombeiras de Folgosinho, que “já têm algum peso no corpo ativo”.

“Como o quartel é antigo, não havia camaratas femininas, tendo sido improvisado um dormitório na antiga casa do quarteleiro para as nossas bombeiras”, adiantou Nuno Pires.

A Associação Humanitária dos Bombeiros de Folgosinho, no distrito da Guarda, aproveitará ainda a empreitada para remodelar a instalação elétrica, a canalização, a eficiência energética do quartel e a zona das garagens.

“Esta requalificação resulta de um projeto que temos vindo a fazer há alguns anos com o suporte dos técnicos e do presidente da Câmara de Gouveia, que foi agora submetido para concurso público”.

O procedimento, publicado em Diário da República no dia 15, tem um prazo de execução de 12 meses.

A Associação Humanitária dos Bombeiros de Folgosinho lembrou que a requalificação do quartel é “ambicionada há muitos anos” e que já tem assegurada uma comparticipação de 612 mil euros do programa Centro 2030.

“Também esperamos que haja uma reprogramação do orçamento da componente nacional, suportada pela Câmara, para minimizar os cerca de 300 mil euros que estão à conta da Associação”, referiu Nuno Pires.

Para fazer face a este investimento, o presidente da Associação Humanitária de Folgosinho disse contar com o apoio dos sócios, de beneméritos e de outras entidades.

“Vamos promover também ações ao nível da nossa JuveBombeiro, como o passeio de todo-o-terreno, que vai acontecer em dezembro, e outras atividades ao longo do ano para angariar alguns fundos para esta obra”.

O dirigente não excluiu a contratação de um empréstimo bancário para o efeito porque as Associações Humanitárias “andam todas com a corda ao pescoço”.

“Temos algum fundo de maneio, mas não queremos que a Associação fique endividada. Sabemos que temos outras necessidades, mas esta, neste momento, é o nosso principal objetivo, mas sabemos até onde podemos chegar”, garantiu.

Nuno Pires disse esperar que as obras possam começar no início de 2027 para ficarem prontas no final do ano.

“Era uma boa prenda de Natal se já tivéssemos concluída a remodelação do nosso quartel nessa altura”.

A Associação Humanitária já está a procurar, com a Junta de Freguesia de Folgosinho e associações locais, espaços alternativos para albergar homens e veículos enquanto decorrer a empreitada.

“Esperamos que haja concorrentes ao concurso público, que consigam baixar um bocadinho o preço e a nossa expectativa é a de arrancar com as obras no início do próximo ano", afirmou.

A corporação de Folgosinho tem cerca de 70 bombeiros no corpo ativo, uma Equipa de Intervenção Permanente com cinco elementos profissionais e mais quatro funcionários administrativos.

Outubro 20, 2026 . 19:15

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