
Homem de 39 anos acusado de terrorismo por ataque com cocktail molotov
O Ministério Público acusou um homem de 39 anos de crimes de terrorismo, tentativa de homicídio, incêndio na forma tentada e posse de arma proibida, pelo arremesso de um cocktail molotov contra participantes na Marcha Pela Vida, em 21 de março.
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) imputa ao arguido "10 crimes de infrações terroristas, em concurso aparente com oito crimes de homicídio qualificado, na forma tentada, e ainda um crime de incêndios, na forma tentada, e um crime de detenção de arma proibida".
Segundo o Ministério Público, entre 2021 e abril de 2026, o arguido esteve num processo contínuo de radicalização ideológica e operacional, no qual se identificou como ativista do Movimento Okupa. Esta ideologia levou-o a defender a abolição prática do direito à propriedade privada, em prol do direito à habitação e à ocupação ilegal de edifícios devolutos, bem como a práticas de vandalismo, terrorismo urbano e sabotagem a plataformas imobiliárias.
O comunicado acrescenta que o arguido apresenta "uma forte obsessão com a divisão de classes", adotando "a retórica de inspiração marxista da exploração e traição da classe trabalhadora" e atacando o que considera ser "uma burguesia podre", associando-a à direita conservadora e religiosa, aos capitalistas, proprietários, senhorios e fascistas, através de um discurso de ódio e incentivo ao ódio e violência.
Foi esta ideologia que motivou, em 21 de março, o lançamento do cocktail molotov contra os participantes na marcha, onde estavam cerca de 500 pessoas, incluindo crianças.
Na ocasião, o engenho artesanal – uma garrafa de vidro com líquidos inflamáveis e um pano embebido – não deflagrou, mas causou um clima de alarme e perturbação, com algumas pessoas a serem atingidas pelo líquido inflamável, segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP).
O homem foi detido em meados de abril pela Polícia Judiciária, encontrando-se em prisão preventiva, medida que o Ministério Público pediu ao juiz de instrução que mantenha.






