
A alimentação pode ser um aliado para envelhecermos com qualidade de vida?
Assinalando o Dia Mundial da Alimentação, os profissionais da emeis reforçam a importância de uma alimentação equilibrada e adaptada às necessidades de cada pessoa como um dos pilares de um envelhecimento ativo, saudável e com qualidade de vida.
Com o avançar da idade, as necessidades nutricionais alteram-se e podem surgir desafios como a diminuição do apetite, alterações na perceção da sede, dificuldades de mastigação ou deglutição e uma maior propensão para a perda de massa muscular. Neste contexto, adotar hábitos alimentares adequados é essencial para ajudar a preservar a força, a mobilidade e a autonomia, contribuindo para o bem-estar físico e emocional.
«A alimentação tem um papel determinante na forma como envelhecemos. Mais do que garantir que os seniores comem em quantidade suficiente, é importante assegurar que recebem os nutrientes de que necessitam, respeitando os seus gostos, as suas rotinas e as suas condições de saúde. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma diferença significativa na sua qualidade de vida», afirmam os profissionais das residências emeis.
Cinco conselhos para fazer da alimentação uma aliada do envelhecimento ativo
1. Apostar numa alimentação variada e colorida
Incluir legumes e fruta diariamente, privilegiar cereais integrais e consumir leguminosas, como feijão, grão-de-bico e lentilhas, são hábitos que ajudam a fornecer vitaminas, minerais e fibra. A variedade alimentar contribui para uma melhor adequação nutricional e para o funcionamento regular do organismo.
2. Garantir proteína suficiente para preservar a força muscular
A perda de massa e força muscular é um dos desafios associados ao envelhecimento e pode comprometer a mobilidade e a independência. O consumo adequado de proteína, através de alimentos como peixe, ovos, carne, leite, iogurte, queijo e leguminosas, é importante para ajudar a preservar a massa muscular. A quantidade necessária deve ser ajustada às necessidades e ao estado de saúde de cada pessoa.
São vários os benefícios de se comer uma quantidade adequada de proteínas: fornece energia, mantém o bom estado dos músculos, ossos e integridade da pele, evita a perda de massa corporal, melhora a capacidade funcional para a realização das atividades diárias, ajuda a prevenir a fragilidade e a sarcopenia (perda progressiva de massa, força e coordenação muscular, geralmente resultado do processo de envelhecimento), promove o correto funcionamento do cérebro, previne problemas de demência e melhora o humor, promovendo a socialização.
«A proteína é essencial para a manutenção dos músculos, mas deve ser acompanhada por atividade física adaptada, incluindo exercícios de força sempre que possível. Esta combinação ajuda a preservar a capacidade funcional e a autonomia dos seniores», sublinham os nutricionistas da emeis.
3. Beber água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede
Com a idade, a sensação de sede pode diminuir, aumentando o risco de desidratação. Por isso, é importante criar o hábito de beber água regularmente, distribuindo a ingestão ao longo do dia. Sopas, leite e alguns alimentos ricos em água também podem contribuir para a hidratação.
Esperar pela sensação de sede nem sempre é suficiente. Ter água acessível e associar a sua ingestão a momentos habituais do dia são estratégias simples para ajudar a manter uma hidratação adequada.
4. Dar prioridade à saúde óssea e cardiovascular
O consumo adequado de cálcio e vitamina D contribui para a saúde dos ossos, enquanto a preferência por gorduras insaturadas, como o azeite, e a moderação no consumo de sal ajudam a promover hábitos alimentares mais saudáveis. Os lacticínios, o peixe, os frutos secos e as sementes podem integrar uma alimentação equilibrada, tendo em conta as necessidades individuais.
A alimentação deve ser encarada como um investimento a longo prazo na saúde. Privilegiar alimentos pouco processados, moderar o sal e garantir nutrientes importantes para os ossos são medidas que podem contribuir para um envelhecimento com maior bem-estar.
5. Respeitar o apetite, os gostos e as necessidades de cada pessoa
A diminuição do apetite, as alterações do paladar ou as dificuldades em mastigar podem tornar a alimentação mais desafiante. Adaptar as texturas, enriquecer nutricionalmente as refeições quando necessário e respeitar as preferências individuais são estratégias importantes para evitar uma ingestão alimentar insuficiente.
Comer deve continuar a ser um momento de prazer, conforto e convívio. É fundamental ouvir cada pessoa, respeitar as suas preferências e identificar precocemente alterações no apetite ou no peso, para que seja possível intervir de forma adequada.
Neste Dia Mundial da Alimentação, a mensagem é clara: alimentar-se bem é cuidar da saúde, preservar a autonomia e contribuir para um envelhecimento mais ativo e com mais qualidade de vida.







