
Incêndios de outubro de 2017: nove anos da tragédia que tirou a vida a 18 pessoas do distrito de Viseu
Há datas que não se esquecem. A noite de 15 de outubro de 2017 ficou marcada na memória de milhares de pessoas, entre a perda de familiares e amigos, a destruição de casas e terrenos e o medo vivido perante a força das chamas. Nove anos depois, a região de Viseu volta a recordar a tragédia que tirou a vida a 18 pessoas do distrito.
Vouzela foi o concelho mais afetado, com oito vítimas mortais (duas das quais na A25), seguindo-se Tondela, com quatro, e Santa Comba Dão, onde morreram três pessoas. Em Carregal do Sal, Nelas e Oliveira de Frades registou-se uma vítima mortal em cada concelho. A tragédia teve também consequências graves noutras regiões do país, sobretudo no distrito de Coimbra.
Os incêndios provocaram também danos significativos na agricultura e na agropecuária, destruindo vastas áreas florestais e causando a morte de milhares de animais. As chamas atingiram ainda zonas industriais, nomeadamente em Tondela e Oliveira de Frades, provocando prejuízos de milhões de euros e deixando marcas profundas no tecido económico da região.
Homenagens pela região
Em Vouzela, o município volta a prestar homenagem às vítimas dos incêndios de 15 de outubro de 2017, com a deposição de coroas de flores no monumento evocativo, em Vouzela, e nos cemitérios de Ventosa e Queirã. O programa termina com uma celebração eucarística, às 19h00, na Igreja Paroquial de Queirã, presidida pelo bispo da Diocese de Viseu, D. António Luciano.
Nas redes sociais, a autarquia de Vouzela sublinha a importância de manter viva a memória daqueles que perderam a vida e de todos os que viveram de perto as consequências dos incêndios. "Recordar é também uma forma de homenagear, de não esquecer e de continuar a valorizar a união e a solidariedade que marcaram a resposta da comunidade naquele momento difícil", destaca o município.
Também Santa Comba Dão recorda os incêndios que atingiram o concelho na noite de 15 de outubro de 2017. Numa publicação nas redes sociais, a autarquia descreve a data como "um dos momentos mais dramáticos da história da nossa comunidade", manifestando solidariedade para com todos os que foram afetados pela tragédia.
"Recordar é, acima de tudo, manter viva a memória de forma a podermos também aprender com ela", salienta o município, defendendo que a segurança das populações e a proteção do território exigem "atenção, responsabilidade e um compromisso diário de todos".







