
Ventura acusa Carneiro de disfarçar para esconder que vai abster-se sem ver a proposta
O presidente do Chega acusou hoje o secretário-geral do PS de “disfarçar” para “esconder” que será o primeiro líder de um partido da oposição a viabilizar uma proposta de Orçamento de um Governo sem a conhecer.
André Ventura falava aos jornalistas no Parlamento, após ser confrontado com as críticas de José Luís Carneiro ao acordo em perspetiva entre o PSD e o Chega para a revisão da lei do arrendamento.
Em relação ao processo de negociação da lei do arrendamento, em sede de especialidade, na Assembleia da República, o presidente do Chega deixou um aviso ao Governo e ao PSD.
“O Chega exigiu que tudo ficasse escrito – escrito e tornado público. É assim que trabalhamos, não é de outra forma. Se o Governo se desviar desse acordo, desses pontos, se quiser ou permitir que as rendas subam descontroladamente, ou que quem é mais pobre ou mais desfavorecido fique sem apoio por causa da subida das rendas, o Chega não viabilizará este diploma”, declarou.
E até foi mais longe: “Isso foi claramente dito ao primeiro-ministro [Luís Montenegro], e foi dito também ao líder parlamentar [Hugo Soares]”.
Já sobre as críticas do secretário-geral socialista a propósito desse princípio de entendimento para a revisão da lei do arrendamento, André Ventura contrapôs que “acordos escondidos são com o PS e com o PSD”. E que José Luís Carneiro “está a tentar disfarçar” a sua posição em relação à proposta do Governo de Orçamento do Estado para o próximo ano.
“Há um facto óbvio: José Luís Carneiro é o primeiro líder político, em décadas, a viabilizar um Orçamento que não conhece. É a primeira vez em décadas que isto acontece. E José Luís Carneiro agora tenta todos os dias disfarçar essa responsabilidade”, apontou.
Pelo contrário, segundo André Ventura, “em todos os momentos em que o Chega teve que se articular com outros partidos no Parlamento, seja para isentar portagens, seja para descer o IRC, seja para descer o IRS, seja para o IRS jovem, seja para fazer leis de imigração, nunca escondeu como ia votar e com quem”.
“É o nosso dever de responsabilidade”, acrescentou.







