
Rússia vai intensificar golpes após Zelensky admitir mais ataques a refinarias
As forças armadas russas anunciaram hoje que vão intensificar ataques contra alvos militares em Kiev e noutras regiões da Ucrânia, após o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmar que os ataques a refinarias russas vão continuar.
"Após a declaração de Zelensky de hoje, intensificar-se-ão os ataques das forças armadas russas contra instalações militares e da indústria militar, assim como contra a infraestrutura relacionada com estas, em Kiev e noutras regiões da Ucrânia", assinala um comunicado do Ministério da Defesa russo, citado pela agência Efe.
Para Moscovo, "Zelensky tem a plena responsabilidade pessoal e política por isto".
O ministério "recorda que está a lançar ataques massivos contra Kiev e outras regiões ucranianas especificamente em resposta às ações do líder do regime de Kiev".
Os militares russos acusam ainda as forças ucranianas de lançarem, durante a noite, "um ataque terrorista deliberado contra zonas residenciais da cidade de Belgorod, onde não há instalações militares".
"Como resultado deste ataque, houve civis mortos e feridos, enquanto edifícios de apartamentos, casas particulares e veículos privados sofreram danos", acrescentou.
Numa entrevista divulgada hoje, Volodymyr Zelensky admitiu que a Ucrânia pretende intensificar ataques a refinarias russas.
No sábado, Zelensky disse que nas 24 horas anteriores a Ucrânia atingiu alvos na região de Samara, localizada a cerca de 1.000 quilómetros da fronteira russo-ucraniana.
"As nossas sanções chegaram à região de Samara, assim como às posições dos ocupantes que operam sistemas de mísseis Iskander na região de Bryansk", avançou Zelensky na sua conta na rede social X, onde também mencionou "resultados" no Mar Negro.
O Presidente ucraniano utiliza frequentemente o termo "sanções" para se referir a ataques de longo alcance levados a cabo pelas Forças Armadas da Ucrânia.
Na sexta-feira, um ataque da Ucrânia com drones visou uma refinaria e um grande depósito de combustível, considerado como o maior da Europa, pertencente ao consórcio estatal russo Transneft, também na região de Samara.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).







