
Secretário de Estado das Florestas entregou tratores a dez municípios
Decorreu hoje de manhã, no Largo de São Bernardo, em Sátão, a sessão de entrega de maquinaria no âmbito do Programa de Mecanização para a Gestão de Combustível, financiado pelo PRR. Presidiu à mesma o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, ao lado do presidente da autaquia local, Alexandre Vaz.
Na cerimónia, foram assinados protocolos de cedência de maquinaria entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e dez municípios da CIM Viseu Dão Lafões: Sátão, Castro Daire, Vouzela, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Mangualde, Aguiar da Beira, Penalva do Castelo, Nelas e Vila Nova de Paiva. No final, todos eles receberam um trator, no sentido de reforçar a capacidade dos municípios para a realização de operações de gestão de combustível e prevenção de incêndios rurais.
A nível nacional, no total, serão entregues mais 150 tratores, num investimento que rondará os 28 milhões de euros.
Alexandre Vaz, autarca local, foi o primeiro a intervir, tendo recordado o grande incêndio que assolou o concelho em 2025, que destruiu dois mil hectares do território. "Hoje, não estamos a contar hectares ardidos, estamos a falar de hectares que queremos proteger através da entrega de equipamento para a gestão dos combustíveis", referiu".
"O incêndio não começa a combater-se quando aparecem as primeiras chamas, começa a combater-se muito antes. Na gestão da floresta, na redução da carga de combustível, na limpeza dos territórios, na manutenção dos caminhos e dos acessos, no planeamento, na vigilância e na capacidade que as entidades têm para intervir no terreno ao longo de todo o ano", enfatizou o autarca.
Alexandre Vaz enalteceu o investimento de 50 milhões de euros que o Governo está a fazer no setor da proteção florestal, "uma aposta que merece ser reconhecida". Elogiou ainda o facto de o Governo colocar os equipamentos que hoje entregou às entidades "que realmente conhecem os territórios".
"Os municípios e as freguesias sabem onde estão as zonas mais vulneráveis, conhecem os caminhos, as manchas florestais, as populações, as dificuldades de acesso e as necessidades das populações. Mas este conhecimento tem de ser acompanhado dos meios necessários para intervir e o concelho de Sátão sabe bem quanto vale a prevenção, porque quando o fogo começa, não se pergunta onde termina, ele não conhece limites de concelhos ou fronteiras administrativas", reforçou.
O autarca satense terminou dizendo que "em 17 anos à frente dos destinos desta autarquia, foi a primeira vez que, pela parte de um governo central, se olhou para a nossa floresta de outra maneira. E eu digo-lhe, foi a primeira vez porque, em articulação com os municípios, nunca até à data houve um reconhecimento pela parte da administração central desta situação", concluiu.
(em atualização)







