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Fogo em Arganil está "muito violento" e há três aldeias na linha das chamas

“A nossa prioridade é a proteção das populações e, felizmente, até ao momento temos conseguido"

O incêndio que lavra em Arganil, no distrito de Coimbra, está “muito violento” e a "progredir livremente", com uma frente em direção a Góis e três aldeias na linha de fogo, disse à agência Lusa fonte da proteção civil.

“O incêndio está muito violento ainda, a libertar muita energia, a fazer muitas projeções”, disse pelas 18:45 o comandante do Comando Sub-regional da Região de Coimbra da Proteção Civil, Carlos Tavares.

Segundo o comandante, este cenário era “já previsto, tendo em conta a meteorologia anunciada, com o vento a intensificar e em várias rotações”, pelo que, associado à orografia, o incêndio “está a progredir livremente”.

“A nossa prioridade é a proteção das populações e, felizmente, até ao momento temos conseguido. Conseguimos em Sabouga [Vila Nova de Poiares] e agora temos na linha do fogo três aldeias” na junção de Arganil e Góis, concelhos do distrito de Coimbra, afirmou.

As povoações em risco e que preocupam as autoridades são Chapinheira, Arroças e Vila Nova de Ceira, freguesias dos concelhos de Arganil e Góis.

Fazendo um balanço dos trabalhos da tarde de hoje, o comandante Sub-regional de Coimbra disse que foram “duros” porque é uma zona “que não arde há muitos anos, tem muito combustível e está desordenada, sem ordenamento florestal”, pelo que “associado à orografia, aos ventos, ao calor e à temperatura de hoje, foi um trabalho árduo para os bombeiros” no terreno.

O comandante disse ainda ser “muito estranho” três incêndios ao mesmo tempo que, tendo em conta a distância a que estavam, “interagiram entre eles, juntaram-se num só, fizeram a convecção o que acaba por provocar muito mais libertação de energia e tornar a situação mais grave”.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, disse que a área afetada pelo incêndio “é muito densa em eucalipto, pinheiro e mato” e questionou a existência de “três incêndios a uma proximidade muito grande, quase ao mesmo tempo, mas, do ponto de vista administrativo, em concelhos diferentes”.

O incêndio que lavra no distrito de Coimbra resulta da junção de três que deflagraram em concelhos diferentes, dois deles muito próximos no lugar de Sabouga, freguesia de Lavegadas, em Vila Nova de Poiares, que tiveram alerta pelas 13:40.

O outro foi registado às 13:35 em Murganheira, na freguesia de Pombeiro da Beira, concelho de Arganil.

Segundo a página oficial da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 20:00 estavam mobilizados 711 operacionais, apoiados por 223 veículos.

Os meios aéreos já foram retiradas por falta de visibilidade durante a noite.

Setembro 19, 2026 . 21:30

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