
Vergílio Ferreira celebrado em outubro em Gouveia
“Serão cinco dias para ler o mundo a partir do olhar e da dimensão interartística da escrita de Vergílio Ferreira [1916-1996], com destaque para a revisitação de Na Tua Face, um dos últimos romances do autor”, adiantou o município em comunicado enviado à agência Lusa.
Em Nome da Terra é promovido pela Câmara de Gouveia, no distrito da Guarda, na aldeia de Melo, onde nasceu e está sepultado Vergílio Ferreira (1916-1996), e surgiu para celebrar “a relação entre a literatura e o território que a inspira”.
Estão programadas conversas com escritores, sessões sobre literatura e território, apresentações de livros, exposições e instalações artísticas, performances e hora do conto, residências artísticas, música e poesia e ações de formação.
A quinta edição do festival vai contar com a participação de cerca de 50 convidados de diferentes áreas, gerações e geografias, incluindo Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique e Espanha.
Entre eles contam-se Bruno Nogueira, Filipe Melo, Teolinda Gersão, Afonso Cruz, Ana Markl, Isabel do Carmo, Rui Cardoso Martins, Rodrigo Leão e Ana Paula Tavares.
Itamar Vieira Júnior, David Uclés, Isabel Zambujal, Mafalda Veiga, Nuno Severino Teixeira, Marisa Matias, Patrícia Reis, Ana Bárbara Pedrosa e Henrique Raposo são outros nomes já confirmados.
O festival abre em 01 de outubro com a inauguração da exposição fotográfica Na Tua Face, de Rita Cortesão, e da instalação poética Se estas roupas falassem, de Bernardo Mendonça.
A primeira noite encerra com Aparição, espetáculo de Luís Osório sobre a obra e a vida de Vergílio Ferreira.
No dia 02, o destaque vai para Bruno Nogueira e Filipe Melo, que se encontram na Capela da Misericórdia, a partir das 18:30, para uma sessão com moderação de Ana Markl.
Nessa noite terá também lugar o concerto Em Nome da Terra, de Rodrigo Leão, criado propositadamente para o festival, que vai cruzar música, literatura, memória e paisagem em torno da obra do romancista.
Para 03 de outubro estão programadas residências artísticas, uma performance itinerante pelas casas de Melo, horas do conto, caminhos literários, uma oficina de ilustrações, uma performance poética, um jantar literário e uma noite de poesia na Quinta das Cegonhas.
No dia seguinte serão apresentados cinco livros e entregue o Prémio Literário Vergílio Ferreira, na categoria de ensaio, à investigadora italiana Marcella Petriglia.
Instituído pela Câmara de Gouveia em homenagem ao escritor, o galardão foi atribuído à professora de Língua Portuguesa e Brasileira na Universidade de Florença pelo ensaio “Num labirinto levado por um ritmo: espaços e tempos da escrita eugeniana”.
Será também assinado o protocolo de cooperação entre a Câmara de Gouveia e a Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, com vista à criação da Cátedra Vergílio Ferreira.
Durante a tarde vai ser inaugurada a Rua Teolinda Gersão, em Melo, numa homenagem à escritora.
O festival terminará no dia 05 de outubro com uma visita guiada à exposição O Retrato como Sismógrafo: Vasco de Castro Revisitado e uma mesa redonda em torno da obra do artista, no Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, em Gouveia.
O festival tem entrada livre na generalidade das atividades.








