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Distâncias longas, custos altos: como gerir o combustível de uma frota no interior do país

Gerir uma frota de veículos no interior do país apresenta desafios únicos que não se encontram nos grandes centros urbanos. As rotas são mais extensas, os postos de abastecimento mais escassos e os custos operacionais, especialmente com combustível, podem rapidamente sair do controlo. Uma gestão ineficaz não só impacta a rentabilidade, como também a fiabilidade e a competitividade da empresa. Com a estratégia e as ferramentas certas, é possível reduzir o consumo, controlar os custos e aumentar a fiabilidade operacional da frota.

Quais são os desafios únicos da gestão de combustível no interior?

A gestão de frotas em zonas rurais ou de baixa densidade populacional enfrenta um conjunto específico de obstáculos que influenciam diretamente o consumo de combustível. Ignorá-los é o primeiro passo para uma operação deficitária. Os principais desafios incluem:

  •  Maiores distâncias percorridas: as rotas entre clientes, fornecedores ou pontos de serviço são, por norma, muito mais longas, o que significa um consumo base de combustível mais elevado.
  • Menor densidade de postos de abastecimento: a escassez de postos obriga a um planeamento logístico mais rigoroso para evitar desvios desnecessários ou, pior, ficar sem combustível. Além disso, a menor concorrência pode resultar em preços mais altos.
  • Condições das estradas: estradas secundárias, com mais curvas, subidas e descidas — como muitas das ligações da região de Viseu fora dos eixos da A24 e da A25 —, e por vezes em pior estado de conservação, exigem mais do motor e aumentam o consumo em comparação com trajetos em autoestrada.
  • Risco de desvios e uso indevido: em rotas longas e menos fiscalizadas, aumenta a probabilidade de desvios não autorizados ou de paragens prolongadas com o motor a trabalhar, o que se traduz em desperdício de combustível.

Como otimizar as rotas para reduzir o consumo?

A otimização de rotas é muito mais do que simplesmente escolher o caminho mais curto no mapa. Uma rota eficiente é aquela que equilibra distância, tempo, condições da via e consumo de combustível. Para o conseguir, é fundamental:

  1. Analisar o histórico de percursos: os dados dos sistemas de gestão de frotas mostram quais os trajetos, paragens e tempos de ralenti que mais pesam no consumo, permitindo corrigir o planeamento com base em factos e não apenas na experiência.
  2. Agrupar serviços por zona geográfica: evitar enviar veículos para a mesma região em dias diferentes. Agrupar as entregas ou serviços por proximidade minimiza os quilómetros percorridos.
  3. Planear os pontos de abastecimento: identificar previamente os postos com preços mais competitivos ao longo das rotas planeadas e definir com os motoristas onde abastecer, evitando decisões de última hora e mais dispendiosas.

De que forma a tecnologia pode ajudar no controlo de custos?

A tecnologia é a principal aliada na gestão moderna de frotas, transformando dados brutos em informação valiosa para a tomada de decisão. A monitorização manual, baseada em faturas e na confiança, é mais suscetível a erros e a lacunas de informação. A abordagem tecnológica oferece precisão e controlo em tempo real.

As soluções mais eficazes integram diferentes componentes:

  • Localização GPS: permite saber onde está cada veículo a cada momento, verificar se as rotas planeadas estão a ser cumpridas e identificar paragens não autorizadas ou desvios.
  • Integração com cartões de combustível: os abastecimentos registados nos cartões são cruzados com os dados recolhidos no veículo, o que permite detetar discrepâncias entre o que foi abastecido e o que foi efetivamente consumido.
  • Software de gestão centralizado: plataformas que reúnem a informação do GPS e dos cartões de combustível, geram relatórios detalhados sobre o consumo por veículo ou por rota e enviam alertas automáticos em situações como ralenti prolongado ou descarga não controlada de combustível.

É possível monitorizar o estilo de condução dos motoristas?

Sim, e é um dos fatores com impacto significativo na redução do consumo. A telemática avançada permite monitorizar e analisar padrões de condução, como:

  • Acelerações bruscas
  • Travagens repentinas
  • Excesso de velocidade
  • Tempo de ralenti (motor a trabalhar com o veículo parado)

Com base nestes dados, é possível criar programas de formação e prevenção para corrigir maus hábitos. Importa lembrar que, em Portugal, os dados de geolocalização não devem servir para avaliar o desempenho individual de cada motorista: devem ser analisados de forma agregada, e os colaboradores têm de ser previamente informados sobre o sistema.

Para visualizar melhor o impacto, comparemos os dois métodos de gestão:

Característica Gestão manual Gestão com tecnologia
Controlo de rotas Baseado na experiência do motorista Apoiado em dados reais de percursos
Monitorização de combustível Baseada em recibos e estimativas Dados do veículo cruzados com os cartões de combustível
Deteção de desvios/furtos Difícil, reativa e pouco precisa Alertas automáticos e imediatos
Análise do estilo de condução Subjetiva e baseada em impressões Objetiva, com dados concretos para melhoria

A gestão de combustível é um investimento, não um custo?

Sim. Encarar a implementação de tecnologia de gestão de frotas como um custo é uma visão limitada. Na realidade, pode representar um investimento que, em função da dimensão da frota e das condições operacionais concretas, contribui para a redução de despesas com combustível e manutenção. Para empresas que operam nas exigentes condições do interior, onde cada cêntimo conta, otimizar a gestão de combustível torna-se uma prioridade operacional. Vale a pena conhecer o sistema de gestão de frota MyCar, da TEKOM Portugal, e perceber se é adequado à sua operação — a instalação num veículo típico demora cerca de uma hora.

Setembro 16, 2026 . 16:31

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