
Despesa com medicamentos nos hospitais e ULS atinge 1,6 mil milhões de euros
As Unidades Locais de Saúde (ULS) e os institutos de oncologia gastaram cerca de 1.600 milhões de euros com medicamentos nos primeiros sete meses de 2026, mais 70 milhões do que no mesmo período de 2025.
Segundo o relatório de julho da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sobre a monitorização da despesa com fármacos hospitalares, os gastos das ULS registaram um aumento homólogo de 4,6%.
Entre janeiro e julho, os hospitais foram responsáveis por 97% do total da despesa com medicamentos, cerca de 1.550 milhões de euros, enquanto os cuidados de saúde primários representaram os restantes 3%, com 50 milhões de euros.
Apesar do crescimento de 4,6%, o Infarmed destaca uma desaceleração na evolução da despesa, já que no período homólogo de 2025 a variação tinha sido de 15,2%.
A oncologia é a área terapêutica com maior peso na despesa, representando mais de 550 milhões de euros, o equivalente a 34% do total gasto em medicamentos neste período.
Segue-se a área terapêutica do VIH, com uma despesa total de 153 milhões de euros, e as vacinas, que representaram quase 44 milhões de euros entre janeiro e julho.
Quanto à despesa por ULS, Santa Maria destaca-se com um gasto em medicamentos que ultrapassou os 190 milhões de euros, seguida pelas ULS de Coimbra, com 146 milhões, e de São José, com 141 milhões.
O Infarmed alerta que os valores apresentados não incluem todas as contribuições decorrentes do acordo entre o Governo e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, nem os contratos de financiamento.
Na prática, ao valor total dos gastos do serviço público com medicamentos serão deduzidas as contribuições e devoluções ao SNS por parte da indústria farmacêutica.








