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Novos doutores da UC “prontos” para acrescentar valor à sociedade

Pela primeira vez houve um ato totalmente dedicado à investidura de novos doutores da UC. O momento, simbólico e festivo, permitiu também destacar a importância da investigação

Pela primeira vez em cerimónia exclusiva, realizou-se ontem, no Pátio das Escolas, a investidura dos novos doutores da Universidade de Coimbra. O momento, além da carga simbólica e festiva, permitiu realçar o papel dos doutorandos na produção de investigação e no contributo que dão para os rankings.

Foram cerca de 70 os doutores, de diferentes unidades orgânicas, que receberam a carta de mérito, de um universo de mais de 400 estudantes que concluíram o doutoramento na Universidade de Coimbra, com realização das provas públicas de defesa de tese em 2025.

Até aqui, a investidura estava integrada no programa comemorativo do Dia da Universidade. Ontem, no Pátio das Escolas, permitiu reunir dezenas de familiares dos novos doutores, num ato que a UC considera que reforça o simbolismo do momento de reconhecimento e de homenagem pública aos distinguidos.

Chamados por ordem hierárquica das unidades orgânicas (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologia, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação, Ciências do Desporto e Educação Física, e Instituto de Investigação Interdisciplinar), assinaram o Livro dos Doutores da UC e, no final, ouviram o vice-reitor para a Investigação a falar da importância que têm para a instituição e para a sociedade.

Na ausência do reitor, João Ramalho-Santos (também diretor do IIIUC) notou que se a UC está bem colocada nos rankings é pelo trabalho de investigação dos doutores, também com mérito dos orientadores. Antigamente, assinalou, o doutoramento era «um ponto de chegada», hoje é mais «um ponto de partida», estão na fase inicial das carreiras.

A notar que a conclusão do doutoramento é mais do que um grau académico, «é um estado de espírito», João Ramalho-Santos defendeu que devem ter «boas condições de trabalho, senão não vale a pena», numa afirmação que motivou reações de apreço da plateia.

«Não é suposto ficarem todos na academia», disse, com a certeza de que o futuro dos novos doutores vai ser brilhante», vão ser «muito bons onde quer que estejam», com competência que serão «muito úteis».

Os doutorados, observou ainda, são a maior exportação da UC, vão para fora em busca de condições que o vice-reitor gostaria de ter por cá. Ao deixar o exemplo do que foi feito com dois grandes cedros que caíram no polo II da UC durante a tempestade Kristin, por sugestão de uma doutoranda, João Ramalho-Santos exortou os distinguidos a contribuírem com o seu saber para diferentes áreas. «Se a ideia for boa, a vossa voz será ouvida», garantiu.

Estiveram presentes novos doutores de Letras (dois), Direito (dez), Medicina (seis), Ciências e Tecnologia (26), Farmácia (seis), Economia (sete), Psicologia e Ciências da Educação (nove), Ciências do Desporto e Educação Física (três) e IIIUC (três).

Ao usar da palavra, o representante dos estudantes de 3.º Ciclo no Conselho Geral da UC, João Pedro Caseiro, destacou duas palavras para retratar o momento: conquista e reconhecimento. Ser doutorado pela UC, sublinhou o doutorando, «traz orgulho e, sem carga negativa, traz vaidade». Depois de felicitar os novos doutores pela opção, João Pedro Caseiro, que foi presidente da AAC, considerou que estão «prontos para superar as adversidades» e que vão continuar a «acrescentar valor». Que o que aprenderam não fique encerrado nas teses, desejou.

Noutra vertente, João Pedro Caseiro, que mostraria alguma insatisfação pelo número anual de defesa de teses (face ao número de inscritos), assinalou o trabalho que tem sido feito pelo Núcleo de Estudantes de Doutoramento, fazendo votos de que, nos novos estatutos da UC (entram em revisão em breve), se mantenham os colégios eleitorais do 3.º ciclo, garantindo a representatividade dos doutorandos no Conselho Geral e nos demais órgãos da unidades orgânicas.

Setembro 13, 2026 . 18:30

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