
Mangualde recordou hoje as vítimas da tragédia ferroviária de Alcafache
Alcafache voltou este domingo a recordar as vítimas do acidente ferroviário de 1985, numa cerimónia que juntou sobreviventes, familiares, autarcas e representantes da comunidade no local onde ocorreu uma das maiores tragédias ferroviárias do país.
A cerimónia contou com vários momentos de intervenção e testemunho, entre os quais o do comendador Carlos Ramos, sobrevivente do acidente, que voltou a dar voz às memórias de quem viveu a tragédia na primeira pessoa.
A iniciativa reuniu também responsáveis autárquicos da região e representantes da Comissão Organizadora do Movimento do Acidente Ferroviário de Alcafache (COMAFA). Bruno Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Espinho, Nuno Paiva, presidente da União de Freguesias de Moimenta de Maceira Dão e Lobelhe do Mato, e José Sá, da COMAFA, participaram na sessão.
Também Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Mangualde, marcou presença na homenagem e deixou uma mensagem que resume o propósito da cerimónia: “Alcafache não se esquece. Que a memória seja eterna e que o silêncio nunca apague a história".
O momento de homenagem teve continuidade com uma missa campal pelas vítimas, num ambiente de recolhimento. O programa terminou com a interpretação do Hino dos Bombeiros Portugueses e do Hino Nacional.
O acidente aconteceu a 11 de setembro de 1985, quando o Sud-Express, que seguia em direção a Paris, colidiu com um comboio regional que viajava para Coimbra. A colisão aconteceu na Linha da Beira Alta, entre Mangualde e Nelas, provocando incêndios e um número de vítimas que nunca chegou a ser totalmente esclarecido.
As primeiras estimativas apontaram para 49 mortos e 64 desaparecidos.







