
11 de setembro de 1985: Faz hoje 41 anos da tragédia ferroviária de Alcafache
Há datas que ficam presas à memória de um lugar. 11 de setembro de 1985 é uma delas. Foi nesse dia que dois comboios chocaram na Linha da Beira Alta, junto ao apeadeiro de Moimenta-Alcafache, no concelho de Mangualde, numa tragédia que marcou para sempre a história ferroviária portuguesa.
Naquela tarde, um Sud-Express com destino a Paris, que transportava mais de 400 emigrantes, colidiu frontalmente com um comboio regional que seguia para Coimbra. O choque provocou vários incêndios e mergulhou a região numa operação de socorro de grandes dimensões.
A primeira estimativa da CP apontava para 49 mortos e 64 desaparecidos, mas o número exato de vítimas nunca chegou a ser determinado.
Passados 41 anos, a memória daquela tarde permanece junto ao local onde tudo aconteceu. No próximo domingo, familiares, sobreviventes, representantes locais e membros da comunidade voltam a reunir-se para prestar homenagem às vítimas.
A cerimónia começa às 10h00, com a receção dos convidados. Às 10h30, seguem-se as intervenções do presidente da Junta de Freguesia de Espinho, Bruno Pinto, do presidente da União de Freguesias de Moimenta de Maceira Dão e Lobelhe do Mato, Nuno Paiva, e da Comissão Organizadora do Movimento do Acidente Ferroviário de Alcafache (COMAFA), através de José Sá.
O programa inclui ainda o testemunho do comendador Carlos Ramos, sobrevivente do acidente, e uma intervenção do presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida.
Às 11h30, realiza-se uma missa campal em memória das vítimas. A homenagem termina às 12h30, ao som do Hino dos Bombeiros Portugueses e do Hino Nacional.








