Associação vitivinícola apela ao Governo que alargue apoios a outras regiões
A Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas (ANDOVI) apelou hoje ao Governo para que a reposta à crise vitivinícola não se fique pelo Douro, afirmando que este deve “ser o primeiro passo, não o único”.
A ANDOVI ressalvou que o apoio anunciado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, se trata “de uma medida circunscrita a uma única região, numa altura em que todas as regiões vitivinícolas portuguesas enfrentam dificuldades semelhantes”.
A Associação espera, então, que este apoio “constitua apenas um primeiro passo e que seja rapidamente alargado às restantes regiões vitivinícolas do país”.
“O apoio agora anunciado para o Douro deverá ser financiado através de recursos públicos, nomeadamente do Orçamento do Estado, sendo uma resposta a uma crise que afeta transversalmente o setor vitivinícola nacional, importa garantir que as outras regiões não fiquem excluídas dos mecanismos de apoio”, lê-se em comunicado.
A Associação defende a extensão dos apoios diretos aos viticultores de todas as regiões com Denominação de Origem e Indicação Geográfica afetadas por dificuldades de escoamento da produção.
Insta ainda o reforço das verbas destinadas à promoção do vinho português e a adoção e medidas de médio e longo prazo que “contribuam para corrigir os desequilíbrios estruturais do setor”.
O Governo anunciou na sexta-feira um apoio de cerca de 12 milhões de euros para os viticultores de Douro que, nesta campanha, não consigam escoar a sua produção agrícola.
Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que esta é uma “solução pontual para este ano, que é diferente das soluções dos anos anteriores, que foram soluções de apoio para a destilação”.
“Aqui é um apoio para o não escoamento da produção, um montante máximo fixado em 12 milhões de euros, mas é tomada já a decisão de que, para o futuro, a solução para a região do Douro deve ser uma solução estrutural, a partir da criação de um fundo permanente que procure ajudar e a gerir estas flutuações e estas dificuldades no mercado”, acrescentou.








