
Viseu abre concurso no valor de dois milhões para reabilitar três escolas
O executivo municipal de Viseu aprovou a abertura do concurso para a reabilitação das escolas básicas Rolando de Oliveira, no valor de 807 mil euros, Arnaldo Malho, no valor de 409 mil euros, e Aquilino Ribeiro, no valor 603 mil euros. “Estamos a falar de um valor que ronda os dois milhões de euros”, sublinhou o presidente da autarquia, João Azevedo, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião.
“É um investimento com grande significado, que permitirá reabilitar e modernizar esses estabelecimentos de ensino, garantindo melhores condições aos alunos, aos professores e aos funcionários”, referiu o autarca, dando ainda conta de “pequenas intervenções” em inúmeras escolas, nomeadamente, a de Pascoal, da Avenida, Loureiro de Silgueiros, de Povolide, de São João de Lourosa, João de Barros, do Campo e de Portela. “Estamos também a concluir as obras do PRR nas escolas D. Duarte e Azeredo Perdigão, no valor de cerca de 7,6 milhões de euros”, acrescentou.
Ampliação da Escola João de Barros
João Azevedo revelou ainda que outro objetivo, a médio prazo, do executivo viseense é reabilitar e ampliar a Escola Básica João de Barros, conhecida como a ‘Amarelinha’. O objetivo é concluir rapidamente o projeto e assim “dar resposta à procura intensa de alunos no concelho de Viseu”.
O vice-presidente da autarquia viseense, Adelino Azevedo Pinto, explicou que o que se pretende é construir um novo edifício junto ao existente e, possivelmente, um pavilhão, aproveitando o espaço que existe no logradouro junto à estrada de acesso ao Bairro de Marzovelos. A solução permite criar mais oito salas de aulas, aumentando em 80% a capacidade do estabelecimento de ensino.
“Estamos a falar de investimentos no valor de 15 milhões de euros. Nestes últimos meses em que andámos a visitar uma grande parte dos estabelecimentos escolares, percebemos que havia uma grande ansiedade por parte das associações de pais e encarregados de educação, das direções dos agrupamentos, dos docentes, dos auxiliares e dos alunos, exigindo mais investimento”, explicou.
“Cenário dantesco”
“Na carta educativa elaborada e aprovada no ano passado, o cenário era dantesco. Cerca de três mil alunos frequentavam escolas cujas instalações foram classificadas como ‘mau’. E essa foi uma das preocupações do presidente e do executivo. Tivemos de priorizar a requalificação desses espaços, com urgência máxima, mas dentro das nossas possibilidades em termos de financiamento. O investimento que vai ser feito é em três escolas [Rolando de Oliveira, Arnaldo Malho e Aquilino Ribeiro] que não são sede de agrupamento, mas também estamos a fazer nas escolas do Viso e Infante D. Henrique”, adiantou o autarca.
Questionado sobre a falta de salas de aulas, Adelino Azevedo Pinto admitiu que é preciso realizar um trabalho para aproveitar o espaço que existe, por exemplo, nas escolas D. Duarte e Loureiro de Silgueiros. “Na Escola D. Duarte foram investidos 3,5 milhões de euros e atualmente reúne as melhores condições, mas tem poucos alunos e a população residente naquela parte do concelho não chega. Por isso, é preciso convencer pais e encarregado de educação que é a melhor opção, porque a maioria procura a zona urbana”, referiu.








