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Polícia espanhola nega que relatório responsabilize Marrocos por Ceuta

A Polícia Nacional de Espanha garantiu hoje que o relatório que elaborou sobre Ceuta não atribui às forças de segurança marroquinas "o planeamento ou execução" da entrada de mais de 70.000 pessoas na cidade.

Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), a garantia foi dada ao ministro titular desta pasta, Fernando Grande-Marlaska, pelo diretor da Polícia Nacional de Espanha, Francisco Pardo.

A imprensa espanhola noticiou hoje que um relatório da Polícia Nacional de Espanha enviado a uma juíza concluiu que agentes das forças de segurança de Marrocos (conhecidos como 'gendarmes') orientaram a entrada em massa de pessoas em Ceuta em 30 e 31 de julho.

O documento em causa, elaborado por uma unidade de informações da polícia espanhola, foi enviado na segunda-feira à juíza que está a investigar a entrada de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta e foi inicialmente noticiado pelo jornal El Español.

Segundo este jornal digital e outros meios de comunicação espanhóis, o relatório em causa analisou vídeos e imagens registadas em Marrocos em 30 e 31 de julho, os dias da entrada em massa de pessoas em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África.

No entanto, ao contrário do que escreveu o El Español, o documento não responsabiliza as forças de segurança de Marrocos pelo "planeamento ou execução dos acontecimentos dos dias 30 e 31 de julho em Ceuta", garantiu o diretor da Polícia, segundo o MAI.

Na sequência da notícia publicada pelo El Español, o ministro Fernando Grande-Marlaska divulgou hoje de manhã uma carta que enviou à direção da Polícia a pedir a confirmação do conteúdo do relatório e explicações por não lhe terem sido comunicadas direta e previamente estas informações.

O Governo de Espanha tem assegurado repetidamente não haver qualquer indício do envolvimento das autoridades de Marrocos na entrada de mais de 70.000 pessoas em 24 horas, de forma ilegal, na cidade de Ceuta.

O próprio primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse na segunda-feira que continuam a ser investigadas a origem e as causas exatas do que ocorreu em 30 e 31 de julho em Ceuta, mas que não há "nenhuma informação", por parte das forças de segurança nacionais e serviços de informações de Espanha ou outros, que responsabilize ou aponte para "a participação de uma forma ou outra" de Marrocos.

Setembro 2, 2026 . 17:45

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