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Obras Sociais de Viseu associam-se ao Mês Mundial do Alzheimer

Este ano, a iniciativa é dedicada à importância do diagnóstico atempado da demência.

As Obras Sociais de Viseu associam-se, durante o mês de setembro, ao Mês Mundial do Alzheimer, iniciativa promovida pela Alzheimer’s Disease International (ADI), este ano dedicada à importância do diagnóstico atempado da demência.
Sob o lema ‘Quanto mais cedo souber, mais pode fazer: o diagnóstico da demência importa’, a campanha internacional pretende combater o desconhecimento, o estigma e a discriminação associados à demência e incentivar as pessoas que identificam alterações na memória ou outras mudanças persistentes a procurar aconselhamento junto de profissionais de saúde.
O diagnóstico precoce pode permitir o acesso a informação, cuidados, tratamentos e diferentes formas de apoio, contribuindo também para que a pessoa e a sua família possam compreender melhor a situação e planear o futuro. A própria Alzheimer’s Disease International salienta que um diagnóstico atempado pode contribuir para maximizar a qualidade de vida e facilitar o acesso a recursos e apoio.
“Apesar da crescente prevalência da demência, continuam a existir ideias erradas que dificultam o reconhecimento dos primeiros sinais e atrasam a procura de ajuda”, referem as Obras Sociais de Viseu.
De acordo com os dados divulgados pela campanha, estima-se que 75% das pessoas que vivem atualmente com demência em todo o mundo não tenham recebido um diagnóstico formal, percentagem que pode atingir valores ainda superiores em alguns países de baixos e médios rendimentos. Ao mesmo tempo, prevê-se que o número de pessoas que vivem com demência continue a aumentar significativamente nas próximas décadas.
A demência não faz parte do envelhecimento normal. A persistência desta associação contribui para o silêncio, o estigma e o adiamento da procura de ajuda e para as Obras Sociais de Viseu, essa realidade reforça a necessidade de promover uma cultura de maior conhecimento, prevenção, diagnóstico, acompanhamento e inclusão.

“O diagnóstico não deve ser visto como uma sentença”

Para o presidente das Obras Sociais de Viseu, José Carreira, “o diagnóstico da demência não deve ser encarado como uma sentença, mas como uma oportunidade para compreender, planear e cuidar melhor”.
“Ainda existe demasiado desconhecimento e estigma em torno da demência e muitas pessoas adiam a procura de ajuda porque consideram que determinadas alterações fazem simplesmente parte do envelhecimento. Não podemos aceitar esta realidade”, sublinha.
“Precisamos de uma sociedade onde falar de demência seja tão natural como falar de qualquer outra condição de saúde; onde as pessoas sejam ouvidas e respeitadas; e onde o diagnóstico seja o início de um percurso de acompanhamento e não o fim da esperança, acrescenta o responsável.
O presidente das Obras Sociais de Viseu sublinha ainda que “cuidar é muito mais do que responder à doença”. “É preservar a dignidade, a autonomia, a participação e a qualidade de vida de cada pessoa. Quanto mais cedo soubermos, mais cedo podemos cuidar melhor”, conclui.

Reconhecer os sinais e procurar ajuda

A campanha internacional incentiva as pessoas a estarem atentas aos sinais de alerta da demência, incluindo alterações persistentes da memória, dificuldades na realização de tarefas habituais, problemas de linguagem e outras mudanças nas capacidades cognitivas.
Perante preocupações relacionadas com a memória ou com alterações no comportamento e funcionamento habitual de alguém próximo, a recomendação é procurar aconselhamento profissional e iniciar um processo adequado de avaliação.
O diagnóstico pode também ajudar a excluir outras situações de saúde que podem provocar alterações cognitivas e que podem ser tratáveis.
As Obras Sociais de Viseu defendem uma abordagem centrada na pessoa, na sua história de vida, na sua autonomia e na sua relação com a família e a comunidade.
O diagnóstico deve, por isso, constituir o início de um percurso de acompanhamento e não uma redução da pessoa à sua doença.
Além dos cuidados médicos e dos tratamentos disponíveis, são fundamentais o apoio social, a reabilitação, as atividades de participação e inclusão, a adaptação dos ambientes e o apoio às pessoas cuidadoras. O objetivo deve ser permitir que as pessoas que vivem com demência mantenham, tanto quanto possível, a sua autonomia e qualidade de vida.

Um compromisso com Viseu e com uma comunidade mais cuidadora

Ao associar-se ao Mês Mundial do Alzheimer, as Obras Sociais de Viseu pretendem contribuir para uma comunidade mais informada, mais inclusiva e mais preparada para responder aos desafios associados às demências.
A organização considera essencial que a resposta à demência envolva não apenas os serviços de saúde e as instituições sociais, mas também as famílias, os cuidadores, as comunidades e as próprias pessoas que vivem com demência.
“Combater o estigma começa por falar. Procurar respostas começa por reconhecer os sinais. E cuidar melhor começa por colocar a pessoa no centro”, afirma o presidente das Obras Sociais de Viseu.

Setembro 2, 2026 . 15:30

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