
Melhor aluna da Universidade Politécnica de Coimbra escolheu Fisiologia Clínica
19,05 é a média de entrada da melhor aluna da Universidade Politécnica de Coimbra (UPC). Falamos de Matilde Gonçalves, que com uma média de excelência ingressa, este ano letivo, no curso de Fisiologia Clínica e entra na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTesC) com um objetivo claro: cuidar de pessoas.
Este ano, a estudante de Ourém é a caloira com a melhor média a ingressar na UPC graças aos bons resultados que manteve durante os três anos de secundário e nos exames nacionais que realizou para garantir lugar num dos cursos em que sonhava entrar desde muito nova.
«A saúde e a ciência no geral foram áreas que sempre me suscitaram muito interesse e quando foi altura de começar a pensar sabia que ia ser dentro destas áreas», explicou a jovem, natural de Ourém, em conversa com o Diário de Coimbra.
Por isso, na altura de terminar o ensino básico, no 9.º ano, e com a transição para o 10.º de escolaridade, Matilde optou, como seria de esperar, pela área de Ciências e Tecnologias, conseguindo ao longo dos três anos uma média superior à da maioria dos seus colegas na Escola Básica e Secundária de Ourém, onde realizou todo o percurso desde o 5.º ano.
A escolha de Fisiologia Clínica foi amadurecendo nos últimos dois anos depois de ter procurado exemplos de profissionais nesta área da saúde, com os quais esclareceu dúvidas sobre, por exemplo, quais são as saídas profissionais dentro desta área, e assim ter a certeza que iria escolher o curso certo para si. «Quando foi altura de começar a pensar no curso que queria quando terminasse o Secundário fui pesquisar, informei-me mais sobre as opções e, entre eles, surgiu Fisiologia Clínica que me pareceu bastante interessante», explicou a jovem ao nosso jornal, acrescentando que, tendo uma média alta, também ponderou o curso de Medicina. «Mas não era o curso que eu queria», salientou.
Com a ajuda e apoio de familiares e amigos que exercem Fisiologia Clínica em diferentes contextos profissionais, Matilde Gonçalves teve a oportunidade de compreender ainda mais qual a realidade deste curso durante e depois de terminar o percurso académico.
«Percebi que é uma área que tem algumas oportunidades no estrangeiro, por exemplo, em Inglaterra onde o equipamento é mais avançado», explicou a jovem, ao confessar que pondera «trabalhar dois ou três anos para aprender mais».
Para já, Matilde tem a matrícula feita na UPC, e aproveita os últimos dias de férias antes de ingressar numa “viagem” que espera ser «muito positiva» e, para a qual se preparou nos últimos anos. «Acho que a ida para Coimbra tem tudo para dar certo, espero que o curso seja interessante, porque vou estudar uma coisa que gosto e também conhecer pessoas novas», partilhou.







