
PS quer revitalização da serra da Estrela no Orçamento do Estado de 2027
“Quando deixámos o Governo, ficaram 155 milhões de euros (ME) de financiamento para o plano de revitalização da serra da Estrela. Em dois anos, o Governo, até agora, não deu prova de ter capacidade para executar e para garantir o financiamento desse plano de revitalização da serra da Estrela”, acusou.
Para o líder do PS, “está na hora de o Governo mostrar aquilo de que é capaz e de aproveitar agora já a proposta do OE que irá à Assembleia da República, entre outubro e novembro, para garantir que o plano de revitalização da serra da Estrela seja posto em prática, respondendo aos anseios, às expectativas e às inquietações das populações que vivem” nessa região.
O dirigente socialista falava aos jornalistas em Seia, no distrito da Guarda, cidade em que cumpre hoje mais um dia do Roteiro para o Interior e Cooperação Transfronteiriça da agenda do PS e que passa hoje por um almoço na torre da Serra da Estrela.
Questionado pelos jornalistas sobre porque não avançou o plano revitalização da serra da Estrela ainda sob o governo socialista, José Luís Carneiro disse que, após a aprovação do documento, o governo de António Costa deixou de estar em funções.
“Aquilo que fizemos foi garantir o planeamento, identificámos os constrangimentos e as oportunidades, identificar as fontes de financiamento e, ao mesmo tempo, avançar com os investimentos que na altura foram considerados urgentes”, lembrou.
Segundo José Luís Carneiro, “na altura avançaram ainda investimentos urgentes, nomeadamente na Covilhã, em cerca de 10 ME, e outros estavam programados”.
E, neste sentido, afirmou que “o Governo deixou terminar um quadro comunitário, deixou terminar o Plano de Recuperação e Resiliência [PRR] e perdeu duas grandes oportunidades”.
“Aquilo que queremos é que, agora, na preparação do Orçamento do Estado para 2027, o Governo volte a colocar esta questão nas prioridades políticas para responder à região da serra da Estrela”.
José Luís Carneiro foi ainda questionado sobre o pedido das Nações Unidas (ONU) para Portugal retirar os projetos de lei do PSD, CDS-PP e Chega, aprovados em março, sobre a identidade de género, por colocarem em causa direitos humanos fundamentais.
O secretário-geral do PS admitiu aos jornalistas que não conhecia os projetos de lei em causa.








