
Tribunal de Contas dá luz verde à reabilitação da ETAR de Mortágua
O Tribunal de Contas atribuiu visto prévio favorável à execução da obra de reabilitação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Mortágua, permitindo ao município avançar para a consignação da empreitada.
A obra, adjudicada em junho deste ano por cerca de um milhão de euros, tem um prazo de execução de 365 dias e representa a maior intervenção de uma só vez no sistema de tratamento de águas residuais do concelho.
Com a empreitada, o município pretende modernizar equipamentos, aumentar a eficiência do sistema e reforçar a sua capacidade de resposta, tendo em vista não apenas a população atualmente abrangida, mas também o crescimento previsto para as próximas décadas.
Nos últimos cinco anos, Mortágua tem vindo a investir na expansão das redes de saneamento, com novas redes de drenagem em Vila Pouca e Sula e intervenções em zonas como Moitinhal, Almacinha, Macieira, Felgueira e Cortegaça. Foram ainda construídas novas estações elevatórias em Vila Pouca e Cortegaça, estando atualmente em fase de conclusão a rede de drenagem de águas residuais de Santa Cristina.
Ao nível do tratamento, foram também realizadas intervenções de modernização e manutenção em várias ETAR do concelho. Entre as obras mais recentes está a modernização da ETAR do Crafuncho e a entrada em funcionamento da nova ETAR que serve Pomares, Vale da Vide e Barracão.
O município prevê ainda avançar este ano com o projeto e lançamento do concurso para a nova ETAR de Sula.
Intervenção em 32 km de linhas de água
A par dos investimentos no sistema de saneamento, a Câmara Municipal de Mortágua pretende também intervir na rede hidrográfica concelhia, através de candidaturas destinadas à reabilitação e valorização de linhas de água e galerias ripícolas, numa extensão total de 32 quilómetros.
A primeira candidatura já foi apresentada e prevê trabalhos na ribeira de Mortágua e no troço a jusante da ribeira da Fraga, numa extensão de cerca de 13,4 quilómetros. A intervenção abrange as várzeas de Pala/Monte de Lobos, do Reguengo e de Mortágua.
Este projeto, refere a autarquia, corresponde ao primeiro lote de um plano estratégico mais abrangente, que será desenvolvido de forma faseada e deverá incluir mais duas candidaturas.
O objetivo passa pela recuperação ecológica das linhas de água, pelo reforço da sua capacidade hidráulica e pela redução do risco de obstruções, contribuindo também para a preservação ambiental e paisagística.








