
PSD acusa João Azevedo de “transformar um compromisso já existente numa exigência política”
A Comissão Política de Secção do PSD Viseu acusa o presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo de querer “transformar um compromisso já existente numa exigência política da sua autoria”, afirmando que as suas declarações sobre a nova Barragem de Fagilde “procuram criar uma narrativa que não corresponde aos factos nem aos compromissos já assumidos”.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo, João Azevedo disse que a construção da barragem não estava contemplada no acordo celebrado pelo anterior executivo municipal, no entanto, o PSD garante que essa afirmação “é desmentida pelo processo público e pela documentação conhecida”.
“Em 15 de julho de 2025, junto à Barragem de Fagilde, foi assinado um protocolo entre a Agência Portuguesa do Ambiente e a Águas de Portugal, numa cerimónia presidida pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e com a presença do então presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas”, lembra o PSD Viseu em comunicado, acrescentando que “esse protocolo não se limitou à transferência da barragem existente”. “Estabeleceu os procedimentos para a cedência da infraestrutura, a integração da nova barragem no sistema multimunicipal de abastecimento de água e a cooperação técnica e financeira necessária à sua concretização. Regulou ainda os termos de financiamento, com comparticipação do Programa Sustentável 2030, e definiu a articulação institucional para o licenciamento e a execução da obra até ao final de 2029”, recordam os social-democratas.
“A decisão política também não surgiu agora. Em 29 de agosto de 2024, após uma reunião de trabalho com Fernando Ruas, a ministra Maria da Graça Carvalho anunciou publicamente a construção de uma nova barragem em Fagilde e confirmou a concordância do Governo com a adesão da região ao sistema das Águas do Douro e Paiva”, sublinham, esclarecendo que “aquilo que faltava definir não era se a nova barragem seria construída”. “Faltava fechar o modelo de financiamento, de execução e de gestão, assegurando que o investimento não teria um impacto injustificado nas tarifas dos municípios já integrados e que Viseu manteria condições tarifárias favoráveis”, concluem.
O PSD adianta que “é precisamente esta solução que João Azevedo rejeitou e criticou”, argumentando que, “durante a campanha eleitoral, prometeu corrigir a adesão às Águas do Douro e Paiva, alegando que esta não era a opção que melhor defendia os interesses dos viseenses”.
“A segurança do abastecimento de água não pode servir para fabricar narrativas, apagar compromissos anteriores ou corrigir, através da retórica, posições eleitorais que a realidade tornou insustentáveis”, finaliza o PSD Viseu.








