
Taxa de inoperacionalidade das ambulâncias acima dos 38% em 2025
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas manteve-se acima dos 38%.
O relatório de atividade dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes e Meios de Emergência Médica do INEM revela que a elevada taxa de inoperacionalidade se deve sobretudo à falta de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH).
O mapa de pessoal previa 1.341 TEPH, mas apenas 1.003 lugares estavam ocupados no final do ano passado, correspondendo a um défice de 338 profissionais, cerca de 25% do quadro previsto.
Relativamente às Ambulâncias de Emergência Médica, que contavam com 56 unidades em funcionamento, foram acionadas 92.719 vezes em 2025, representando uma média diária de 254 acionamentos.
Apesar da taxa de operacionalidade das AEM ter aumentado para 61,19% em 2025 face aos 53,87% em 2024, este valor situa-se abaixo dos 64,01% registados em 2023. Assim, em 38,82% dos casos no ano passado as AEM não puderam sair, principalmente devido à falta de meios.
O INEM organizou as escalas para concentrar a indisponibilidade nos períodos de menor procura, com o intuito de minimizar o impacto. Contudo, não foi possível apurar o tipo de ocorrências registadas durante os períodos em que as ambulâncias estiveram indisponíveis, os meios mobilizados ou o atraso no socorro a estas pessoas.
A carência de TEPH fica também refletida no peso das horas extraordinárias reportadas, que ascenderam a 364.939, representando cerca de 26% do total de horas de trabalho, que foram 1.410.408.
Quanto às Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), que contam com a presença de médico, verificou-se uma tendência recente de quebra na operacionalidade, com 97,39% em 2025, valor inferior ao de 2024 (98,02%) e 2023 (98,19%). Em 2% dos casos, a falta de disponibilidade destes meios foi justificada pela ausência de tripulação.
O funcionamento dos helicópteros, outro meio acionado para casos mais críticos, também apresentou uma tendência decrescente na disponibilidade, com a taxa de inoperacionalidade a subir de 4,19% em 2023 para 5,54% em 2024 e 6,11% em 2025.
Globalmente, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes receberam 1.656.891 chamadas de emergência em 2025, uma média diária de 4.539 chamadas, representando um aumento de 11,2% face ao ano anterior, o que corresponde a mais 468 chamadas atendidas por dia.







