
Um em cada quatro condutores mortos em 2025 tinha taxa de álcool crime
Cerca de um em cada quatro condutores mortos em acidentes de viação e autopsiados em 2025 tinha uma taxa de álcool no sangue considerada crime, revela a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
Segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Administração Interna, 42% dos 282 condutores mortos e autopsiados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) apresentavam álcool no sangue.
Desses 282 automobilistas, 68 tinham uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l, valor que a lei considera crime, e 85 apresentavam uma taxa igual ou superior a 0,5 g/l, limite a partir do qual a condução sob influência de álcool é considerada contraordenação grave.
Relativamente a todas as vítimas mortais de acidentes rodoviários autopsiadas pelo INMLCF em 2025, que totalizaram 404, 158 (cerca de 39%) apresentavam álcool no sangue. Destas, 28% tinham uma taxa igual ou superior a 0,5 g/l e 22% apresentavam uma taxa de 1,2 g/l ou mais.
"Estes resultados demonstram que o álcool, em especial em níveis muito elevados, continua fortemente presente na sinistralidade rodoviária mais grave", sublinha a ANSR.
Os dados da ANSR são divulgados no âmbito da campanha "Taxa Zero ao Volante", que decorre até segunda-feira em conjunto com a PSP e a GNR, com o objetivo de alertar para os riscos da condução sob a influência do álcool.








