
Protesto de viticultores hoje no Douro pede escoamento de uvas a preços justos
A concentração de viticultores decorre em frente à sede do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), na Régua, distrito de Vila Real, e foi convocada pela CNA e pela sua filiada, a Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense (Avadouriense).
As promotoras da iniciativa alegam que, com uma nova vindima prestes a começar e em que se prevê um aumento da produção na ordem dos 25%, repetem-se os problemas que nos últimos anos “têm desesperado” sobretudo os pequenos e médios viticultores, como a dificuldade em escoar as uvas ou a sua venda “sem preço”.
Por isso, exigem a concretização imediata de medidas para escoamento das uvas a preços justos e reclamam ainda contratos obrigatórios, a proibição de compra de uva abaixo dos custos de produção e a utilização de aguardente regional na produção de vinho do Porto.
Por outro lado, pedem mais fiscalização e a uma destilação de crise direcionada prioritariamente a sócios das adegas e produtores que não tenham adquirido vinhos a terceiros.
Em julho, o IVDP entregou ao ministro da Agricultura o plano executivo para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola da Região Demarcada do Douro (RDD), a concretizar até 2032.
O plano inclui medidas como a valorização do preço da uva com referência aos custos de produção, a introdução de contratos escritos obrigatórios para a compra e venda de uva para vinho partir de 2027, a introdução de uma taxa de sustentabilidade ambiental, a utilização voluntária de aguardente regional, limitação de novas plantações e o reforço da fiscalização e da rastreabilidade.
O documento encontra-se em análise pelos membros do Conselho Interprofissional do IVDP, que representam o comércio e a produção.









