
Tradidanças anima Carvalhais com música de raiz
Os artistas estão confirmados para o Palco Serra, o principal espaço de concertos da oitava edição do festival, que decorrerá até 02 de agosto, com uma programação que reforça a ligação “à música de raiz, à diversidade cultural e ao diálogo entre tradição e contemporaneidade”.
Promovido pela Associação Turística e Agrícola da Serra da Arada (ATASA), em parceria com o município de São Pedro do Sul, o Tradidanças dedica-se à música de raiz e à valorização do património cultural e natural.
A organização realçou que Momi Maiga, um músico senegalês radicado em Girona, se tem afirmado internacionalmente como “uma das vozes mais relevantes da nova geração de criadores ligados à tradição mandinga”.
“Virtuoso da kora, cantor e compositor, Maiga desenvolve uma linguagem onde se cruzam jazz étnico, flamenco, música clássica europeia e as tradições musicais da África Ocidental”, explicou.
Outro destaque da programação é Miguel Quitério, “músico, intérprete e formador que tem dedicado o seu percurso à valorização da música tradicional enquanto espaço de encontro e diálogo entre diferentes culturas”.
“Acompanhado por Quiné Teles nas percussões e Marco Silva nos cordofones, apresenta um repertório que cruza composições originais, poesia portuguesa musicada e melodias tradicionais galegas, portuguesas e irlandesas, colocando a gaita-de-foles e o canto no centro de uma narrativa musical marcada pela esperança, pela partilha e pela construção de futuros possíveis”, contou.
Entre os projetos portugueses confirmados para o festival de Carvalhais estão também os Urze de Lume, “coletivo que há mais de uma década tem vindo a afirmar uma abordagem singular à música folk inspirada no imaginário ancestral português”.
O grupo usa instrumentos tradicionais como o rabel, a gaita transmontana, a viola campaniça e diversas percussões ibéricas para construir “um universo artístico profundamente ligado à natureza, à espiritualidade e às tradições atávicas da Península Ibérica”.
A tradição será também reinventada pelos Uxu Kalhus, que chegam ao Tradidanças no contexto das celebrações dos seus 25 anos de carreira.
Segundo a organização, os Uxu Kalhus são “reconhecidos pela capacidade de fundir instrumentos acústicos e elétricos e de revisitar o cancioneiro tradicional português através de arranjos contemporâneos”.
Está também confirmado o projeto Serigosa, que “parte dos cantos tradicionais da Península Ibérica para construir uma linguagem onde convivem sonoridades pop e eletrónicas”.
Este projeto “recupera repertórios tradicionalmente interpretados por mulheres, transportando-os para o presente através de uma abordagem contemporânea que preserva a sua força simbólica e identitária”, acrescentou.
Durante os cinco dias do festival, a Serra da Arada será não só um espaço de música, mas também de dança, natureza e comunidade.
Isto porque, mais do que um festival de concertos, o Tradidanças se afirma como “uma experiência participativa onde público, artistas e território convivem através de oficinas, bailes, atividades ambientais, iniciativas intergeracionais e momentos de partilha cultural”.
Neste âmbito, além dos concertos do Palco Serra, haverá oficinas de dança, bailes, oficinas musicais, concertos em diferentes espaços do recinto, atividades ligadas à tradição oral, viagens de natureza, iniciativas de sustentabilidade, conversas, animação de rua e propostas dirigidas a diferentes gerações.
“A participação ativa do público continua a ser um dos elementos centrais da identidade do festival, privilegiando uma experiência de imersão cultural onde o encontro e a partilha assumem um papel tão importante quanto os próprios espetáculos”, sublinhou a organização.








