
Distritos do interior aceleram subida de preços das casas
A ERA Portugal realizou uma análise aos dados da rede nos últimos três anos, entre janeiro de 2024 e maio de 2026, concluindo que a principal tendência de 2026 está a acontecer fora dos grandes centros urbanos, isto é, os distritos do interior registaram as maiores valorizações do país. Beja apresenta a maior subida face a 2025 (+25,2%), seguido de Bragança (+24,5%), Guarda (+21,4%), Viseu (+18,1%), Castelo Branco (+17,9%) e Vila Real (+18,1%).
A evolução sugere que a pressão da procura se está a estender progressivamente para mercados que, até há poucos anos, apresentavam níveis de preço significativamente inferiores aos dos grandes centros urbanos.
Os dados comprovam que a valorização no interior já era expressiva na transição de 2024 para 2025, mas acelerou de 2025 para 2026. Beja é o caso mais expressivo ao passar de uma subida de +22,6%, de 2024 para 2025, para +25,2%, de 2025 para 2026. O ritmo de crescimento também aumentou na Guarda, Viseu e Castelo Branco.
Lisboa é o único distrito que registou uma quebra nos preços entre 2025 e 2026 (-3,6%), em contraste com o crescimento generalizado nas restantes regiões. Contudo, Lisboa mantém-se a região onde o preço médio das casas é mais elevado (365.281 euros). Depois de Lisboa, o Ticket Médio é mais elevado na Madeira (316.792 euros) e Beja (304.079 euros).
No conjunto da rede ERA, o preço médio das habitações transacionadas aumentou 22,7% nos últimos três anos, em linha com um mercado dinâmico em constante crescimento.







