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Escalada do conflito e fecho de Ormuz são "extremamente alarmantes"

O chefe dos Direitos Humanos da ONU considerou hoje que o novo encerramento do estreito de Ormuz e o “regresso a hostilidades mais generalizadas no Médio Oriente entre Estados Unidos e Irão” são “extremamente alarmantes”.

Em comunicado divulgado desde Genebra, na Suíça, Volker Türk lamentou a nova escalada militar a que se está a assistir, acrescentando que a mesma “constitui um enorme revés para os civis na região e além dela” e “compromete os esforços de paz e agrava a instabilidade, com graves riscos para os direitos humanos em toda a região”.

“As notícias sobre o encerramento do estreito de Ormuz são extremamente alarmantes devido ao impacto nos direitos humanos muito além da região. Trata-se de uma via vital da qual dependem milhões de pessoas”, lembrou o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, sublinhando que “as perturbações no fluxo de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais têm graves consequências socioeconómicas e humanitárias, tanto a nível regional como global.

Insistindo que “todas as partes devem respeitar e garantir o respeito pelo direito internacional humanitário, nomeadamente tomando todas as medidas necessárias para proteger os civis e os alvos civis”, o responsável da ONU pediu a todas as partes para cessarem imediatamente as hostilidades.

“Os ataques alegadamente perpetrados pelo Irão contra navios comerciais no estreito de Ormuz, os ataques alegadamente perpetrados pelos Estados Unidos contra infraestruturas civis no Irão e os ataques alegadamente perpetrados pelo Irão contra tais alvos noutros países da região têm de cessar imediatamente”, declarou.

O recomeço dos bombardeamentos no Médio Oriente, de uma magnitude sem precedentes desde o cessar-fogo de abril, compromete os esforços diplomáticos para tornar duradouro o protocolo de acordo assinado entre EUA e Irão em 17 de junho, encontrando-se no centro das disputas o estreito de Ormuz, onde os ataques a navios se multiplicam, enquanto Washington e Teerão reivindicam o controlo desta via marítima estratégica.

“A diplomacia, a moderação e a inversão da escalada devem ter prioridade. Exorto ao restabelecimento imediato do cessar-fogo entre o Irão e os EUA, bem como à sua aplicação em conformidade com o direito internacional”, concluiu o alto-comissário da ONU na declaração.

Julho 14, 2026 . 19:00

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