
Sócios do Tondela reconduzem presidente e aprovam contas de 2025 por unanimidade
Gilberto Coimbra lidera o clube desde 2004, depois de já ter feito parte da comissão administrativa que liderou o Tondela depois de 2001.
Na sexta-feira, voltou a ser reeleito, em lista única, por unanimidade, com a novidade de integrar representantes de modalidades como o ténis, basquetebol e andebol.
Segundo o presidente da Mesa da AG em substituição, Carlos Marta, estas modalidades “hoje fazem parte e têm uma expressão muito significativa” no clube.
Tal como na última eleição. Gilberto Coimbra voltou a “pedir novos candidatos, porque está na hora” de ser substituído
“Como tudo na vida, é preciso ter renovação. Deixo o repto para começarem a pensar em querer ajudar o Tondela e colocarem lá o nome para representar e gerir o clube”, desafiou Gilberto Coimbra, apesar de reconhecer que voltou a candidatar-se, porque “tinha prometido só sair quando a academia estivesse pronta”.
Sobre a Academia de Futebol, um projeto que começou a sair do papel “há quase 10 anos”, mas ainda não foi erguido, Gilberto Coimbra enumerou todos os percalços, desde incêndios, burocracia, problemas com baldios a licenças.
“Penso, agora, finalmente ter todos estes problemas ultrapassados e penso que é agora que se vai dar início às obras da academia”, afirmou Gilberto Coimbra.
Para isso, estão “alocados cerca de quatro milhões de euros (ME) para arrancar com a academia, não permite fazer tudo, mas é um bom andamento” e é dinheiro que ficou aquando da alienação do clube, aprovada em AG, explicou.
Hoje, com cerca de 70 sócios presentes, além da votação para a recondução do presidente para o novo biénio 2026-2028, também foram aprovadas por unanimidade as contas de 2025, com o conselho jurídico a dar, igualmente, um parecer positivo “num ano menos bom” no futebol.
O saldo de 2025 é negativo, em 155.351,35 euros, após depreciações e impostos.
“São contas com uma transparência e exigência rigorosa, com um capital próprio de 3,5 ME o que nos dá alguma garantia”, considerou o presidente do conselho fiscal, Luís Brás Marques, na leitura que fez do parecer.
A reunião magna de sexta-feira contou com a presença de sócios mais jovens do que tem sido habitual nos últimos anos e foram também eles promotores de questões que proporcionaram debate entre sócios e direção.
Gilberto Coimbra recordou o clube “tem apenas 10% na SAD, não manda nada” e que “os investidores não têm o mesmo amor e paixão” que os sócios do Tondela, ainda assim reconheceu que “querem tanto estar na I Liga” como os adeptos.
“Uma coisa tenho a certeza, querem o Tondela na I Liga, porque se é difícil gerir na I Liga, muito mais é fazê-lo na II, porque as diferenças salariais não são assim tão diferentes e as entradas de receitas são 10 vezes menos com certeza”, realçou.
Esta AG serviu ainda para homenagear, com minutos de silêncio e votos de pesar, José Pizarro (pai do antigo presidente, Eduardo Pizarro, e membro do conselho fiscal), António Coimbra (antigo presidente e primeiro em democracia) e Pedro Ferreira (diretor dos escalões de formação de futebol).







