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Falhas na avaliação eletrónica dos exames obrigam a adiar inicio da 2.º fase

A decisão foi anunciada hoje pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que reconhece “as dificuldades informáticas” do processo

A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.

A decisão foi anunciada hoje pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que reconhece “as dificuldades informáticas” do processo de classificação eletrónica dos Exames do ensino secundário, admitindo que ainda não está “concluída a distribuição dos itens para classificação” por todos os professores classificadores.

A tutela decidiu ajustar o calendário da avaliação externa, dando aos professores até 14 de julho para classificar as provas, cujos resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14 de julho.

Também a segunda fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.

O novo calendário da segunda fase dos exames será divulgado ainda hoje, garante a tutela.

Pela primeira vez este ano, as mais de 300 mil provas realizadas pelos alunos do 11.º e 12.º anos foram todas digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.

No entanto, docentes, sindicatos e associações têm denunciado inúmeros problemas, desde falta de folhas de respostas dos alunos até falhas no portal que impediam o acesso aos itens de avaliação.

Só a plataforma MetaProf recebeu mais de 200 relatos de problemas como folhas de exame ilegíveis ou em branco por falhas na digitalização, folhas de continuação de resposta não anexadas e até professores a receber provas de outras disciplinas.

O ministro foi esta semana ao parlamento e voltou a garantir que nenhum aluno seria prejudicado e a defender que a maioria das denúncias eram falsas e que "do ponto de vista logístico, da distribuição dos exames e da digitalização, não houve nenhum percalço", reconhecendo apenas "um caso ou outro" que "não põe em causa o rigor do sistema”.

“As dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto”, reconhece hoje o ministério em comunicado, depois dos relatos de professores que continuam sem acesso aos itens para avaliar.

O ministério considerou que ainda seria “tecnicamente possível assegurar o cumprimento dos prazos para a entrega das classificações”, a 10 de julho, e afixar as pautas a 14 de julho, mas decidiu adiar essas datas porque "ainda não está concluída a distribuição dos itens para classificação”.

Tendo em conta as condições de trabalho dos professores classificadores e para garantir “o rigor e a qualidade do processo de classificação, dimensões das quais o MECI não abdica”, a tutela alterou as datas.

Caso contrário, acrescenta, os docentes teriam menos tempo para classificar os itens das provas e “essa pressão temporal representa um risco para a fiabilidade do processo e poderia comprometer a qualidade e o rigor da classificação, condições indispensáveis no processo de avaliação externa das aprendizagens dos alunos”.

Na nota hoje divulgada, o MECI lamenta eventuais transtornos que as alterações agora anunciadas possam provocar na vida dos alunos, das suas famílias, dos professores classificadores e das escolas, acrescentando que o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026, cujas candidaturas arrancam a 20 de julho, irá manter-se inalterado.

Julho 3, 2026 . 12:00

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