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PSD/Congresso: PS aponta falta de ideias novas e de orientação estratégica

O dirigente e deputado do PS Marcos Perestrello considerou hoje que no Congresso do PSD houve ausência de ideias novas e o primeiro-ministro mostrou falta de orientação estratégica e se limitou a apresentar "propostas desgarradas".

"São propostas desgarradas, sem uma linha de orientação clara", declarou Marcos Perestrello aos jornalistas, no fim do 43.º Congresso Nacional do PSD, no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, no distrito de Aveiro.

Segundo o membro do Secretariado Nacional do PS, o presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez hoje "uma tentativa de um discurso do agora é que é", mas sem que se percebesse "exatamente o que é que o Governo vai fazer", sem "uma orientação estratégica, para além do anúncio desgarrado de algumas medidas".

"Eu julgo que o primeiro-ministro tem que se preocupar em governar o país, e não tanto em fazer oposição à oposição. Aquilo que vimos aqui hoje foi o primeiro-ministro a falar. Tem falado muito nos últimos dois anos, mas infelizmente tem feito muito pouco, e a vida dos portugueses hoje não está melhor. O lema do Congresso é Portugal maior. Talvez seja Portugal maior porque não podem dizer Portugal melhor", comentou.

Sobre a criação da Prestação Social Única (PSU), Marcos Perestrello salientou que o PS "tem manifestado disponibilidade para viabilizar" essa proposta, de acordo com "compromisso europeu" sobre esta matéria, sendo os "termos específicos" remetidos para decreto-lei e não para portaria, e desde que "não se traduza em piores prestações sociais".

Entre as medidas anunciadas hoje pelo chefe do Governo PSD/CDS-PP, o dirigente e deputado do PS, que é vice-presidente da Assembleia da República, referiu-se em particular ao que "foi anunciado para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

"Aquilo que me pareceu ouvir foi um reforço da presença da iniciativa privada no SNS, aumentar a participação dos privados na prestação de cuidados de saúde aos portugueses", disse, depois de Luís Montenegro ter falado no "aproveitamento de toda a capacidade instalada, seja no setor público, seja no setor social, seja no setor privado" no âmbito de uma "reforma orgânica do Ministério da Saúde".

Marcos Perestrello argumentou que já tem havido um "reforço da participação do setor privado no SNS, na assistência nos cuidados de saúde aos portugueses" que se tem "traduzido num enfraquecimento do SNS e numa pioria da prestação de cuidados de saúde".

"Isso é aquilo a que temos assistido nos últimos anos. Portanto, eu olharia para tudo isto com muita cautela".

Junho 21, 2026 . 15:45

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