
Dispositivo de combate a incêndios em Viseu Dão Lafões mantém-se apesar de atraso de helicóptero
O dispositivo de combate a incêndios para a região de Viseu Dão Lafões mantém-se este ano muito próximo do verificado em 2025, contando com cerca de 570 operacionais, meios móveis da GNR e um número semelhante de meios aéreos, adiantou hoje o comandante do Comando Sub-regional Viseu Dão Lafões, Miguel Ângelo David.
Num encontro com os autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, foram apresentados os detalhes do dispositivo, incluindo a distribuição dos meios, a articulação das comunicações e as prioridades na resposta integrada numa altura de maior risco de incêndio.
Aos jornalistas, o comandante explicou que "em termos de operacionais é muito semelhante ao ano passado e temos também os meios aéreos semelhantes aos do ano passado". Apesar deste enquadramento, o helicóptero anual previsto para o Centro de Meios Aéreos (CMA) de Santa Comba Dão ainda não está operacional.
"Ainda não está colocado no CMA de Santa Comba Dão o helicóptero que deve estar. De acordo com informações da Força Aérea, é previsto que esteja disponível até ao final do mês de junho e claro que temos isto como preocupação e esperamos que, no mais curto espaço de tempo, possamos ter este helicóptero nesse CMA", afirmou Miguel Ângelo David, reconhecendo que esta situação é um fator de "preocupação, apesar da região estar assegurada" com os meios disponíveis.
O comandante garantiu ainda que "essa área de Santa Comba Dão está englobada num raio de um outro meio aéreo, mas tendo esse meio, obviamente que é uma capacidade adicional que temos na sub-região".
Quanto à composição, o dispositivo conta com "cerca de 400 operacionais das corporações de bombeiros nas várias dimensões, equipas de intervenção permanente, equipas de combate e equipas logística, bem como cerca de 30 equipas do ICNF que estão normalmente posicionados nos locais estratégicos de estacionamento", enumerou, acrescentando "uma força com cerca de 170 operacionais também na sub-região, dividida nos concelhos onde estão implantados, para além do dispositivo da GNR, que é móvel, tanto está em Viseu como pode ser projetado para outros locais".
Este ano, a CIM disponibiliza ainda "mais uma máquina de rasto", adiantou.
Já o presidente da CIM Viseu Dão Lafões e também da Câmara de Viseu, João Azevedo, destacou a importância da videovigilância na região, que desde 2023 conta com 17 câmaras, um projeto iniciado em maio de 2022 com 13 câmaras e uma cobertura de 85% do território. No próximo ano, adiantou, serão instaladas mais seis câmaras para cobrir zonas atualmente não visíveis, as chamadas "zonas sombras" do território.
Ao lado, o secretário executivo da CIM, Nuno Martinho, esclareceu que estas "zonas sombras", nomeadamente em vales e rios, já foram identificadas e que foi lançado um concurso para instalar duas câmaras até ao final do ano, prevendo-se que as restantes quatro estejam instaladas em 2027.
João Azevedo manifestou "grande preocupação" pela "falta de limpeza dos terrenos", situação que é possível visualizar nas câmaras de videovigilância".
"Os cidadãos têm a obrigação de estarem na defesa do território e a lei é clara sobre esta matéria e as pessoas têm de cumprir a lei", alertou, justificando o incumprimento com a "falta de cadastro, de sensibilidade e falta de condições financeiras das famílias" e apelando a um esforço conjunto para prevenir e proteger o território.







