
Inscrição da Dança da Morgadinha (Viseu) no inventário nacional em consulta pública
A inscrição da secular Dança da Morgadinha, uma tradição inserida nas Cavalhadas de Teivas, de Viseu, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial encontra-se em consulta pública durante um mês.
O anúncio da consulta pública foi hoje publicado em Diário da República. O Património Cultural, Instituto Público terá depois 120 dias para decidir sobre o pedido de inventariação feito pela autarquia.
A Dança da Morgadinha é considerada o ex-líbris das Cavalhadas de Teivas, que este ano saem à rua no próximo domingo à tarde.
Em pares, cerca de uma centena de pessoas exibe vestidos, fatos e chapéus de cores alegres e dança uma coreografia, num desfile que conta também com carros alegóricos e tradicionais, grupos de bombos e fanfarras, bandas filarmónicas, cavalos a trote, música e animação.
“Receber a notícia desta publicação em Diário da República nas vésperas de mais uma edição do desfile da Dança da Morgadinha - Cavalhadas de Teivas é motivo de grande alegria”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo.
O autarca socialista frisou que o seu executivo, eleito nas últimas autárquicas, assumiu como missão “proteger, valorizar e divulgar” o património do concelho.
“O município de Viseu continuará a trabalhar com afinco na salvaguarda e divulgação de todo o património imaterial viseense, que tanto nos orgulha”, garantiu.
O processo de inscrição desta tradição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial teve início no mandato anterior, com um executivo liderado pelo social-democrata Fernando Ruas.
Um dos pontos fortes desta tradição centenária é o facto de nela participar toda a comunidade, desde crianças a adultos.
As Cavalhadas de Teivas envolvem anualmente cerca de 500 pessoas que, além de ensaiarem a Dança da Morgadinha, ao longo dos meses constroem os carros alegóricos e tradicionais que vão desfilar desde a aldeia até ao centro da cidade de Viseu.
Segundo a Câmara de Viseu, inicialmente, a Dança da Morgadinha “era apenas composta por homens e tinha como finalidade criticar as indumentárias, usos e costumes da sua época”.
“Acima de tudo, esta festividade, que remonta a 1643, segundo reza a tradição oral, testemunha a alma de um povo trabalhador cuja libertação se traduzia nos cantares e nas danças, um espírito que ainda hoje as antigas e novas gerações procuram retratar neste cortejo”, pode ler-se no sítio da Internet da autarquia.
As Cavalhadas de Teivas cumprem este ano a sua 373.ª edição.







