
Câmara da Guarda vai construir centro escolar para agregar 11 escolas urbanas do primeiro ciclo
A Câmara da Guarda vai construir um centro escolar para agrupar as onze escolas do primeiro ciclo do ensino básico existentes na cidade e aprovou a abertura do concurso público para a realização do projeto de arquitetura.
“Demos hoje o primeiro passo para podermos concretizar este desiderato tão importante. Neste momento não temos financiamento para a obra, mas é importante termos o projeto para depois encontrarmos o financiamento necessário”, disse o presidente do município, Sérgio Costa, aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo.
Trata-se de um concurso de ideias, no âmbito do qual a proposta vencedora arrecadará cerca de 28 mil euros e, posteriormente, serão alocados cerca de 500 mil euros para a conceção do projeto final.
O autarca acrescentou que o processo vai “demorar anos”.
“Agora lançamos o concurso público de conceção e a proposta que ganhar, além de receber um prémio monetário, será convidada a apresentar a proposta do projeto de execução do novo centro escolar, nos terrenos do antigo matadouro”, adiantou.
Segundo Sérgio Costa, o equipamento vai congregar as cerca de 11 escolas do primeiro ciclo do ensino básico “espalhados pela cidade, num raio de um quilómetro”.
“Podem imaginar a quantidade de funcionários que temos que ter para manter estes espaços a funcionar, os custos que temos”.
O presidente da Câmara da Guarda acrescentou que o futuro centro escolar será dotado “das mais atuais tecnologias da área, mas também de um espaço desportivo, porque é uma das nossas apostas: sempre que essa possibilidade, queremos colocar um equipamento desportivo, paredes meias com o equipamento escolar”.
Sérgio Costa admitiu que uma primeira estimativa aponta para um investimento “sempre acima dos 5 ou 6 milhões de euros.
“Mas uma coisa de cada vez. Vamos lá fazer o projeto, que vai custar algumas centenas de milhares de euros, depois as candidaturas para fazermos a obra”.
O vereador do PS, António Monteirinho, votou favoravelmente a abertura do procedimento por considerar o projeto “positivo”.
Além disso, “é necessário o projeto do centro escolar ter a maturidade suficiente para a Câmara fazer as candidaturas aos apoios”.
Por sua vez, João Prata, vereador da coligação PSD/CDS/IL, realçou a opção da autarquia realizar um concurso de ideias para o projeto do novo centro escolar da Guarda.
“Apreciámos a solução que a Câmara encontrou de conversar com a Ordem dos Arquitetos para que o projeto do edifício que vier a ser edificado daqui por um bom par de anos – pelo que nos foi dito pelo presidente – possa ser apresentado”, disse o social-democrata.
Esta segunda-feira, o executivo também aprovou, por maioria, a prestação de contas consolidadas de 2025 do grupo município, que contempla, além da Câmara, outras participadas da autarquia, como a empresa intermunicipal APAL – Águas Públicas em Altitude e a Municipia.
Tal como na prestação de contas da Câmara, a oposição absteve-se, mas voltou a alertar para a “degradação financeira” da edilidade, para “as baixas de taxas” de execução e para “a clara dificuldade de pagamentos aos fornecedores”.
Sérgio Costa respondeu invocando o chumbo de contratação de um empréstimo no mandato anterior pelos eleitos do PSD e PS.
“A oposição chumbou-nos o empréstimo e disse para gastarmos o dinheiro que tínhamos na conta. E nós fizemos as obras, porque as pessoas não têm culpa das más decisões de alguns políticos, e, por isso, é claro que os saldos vão diminuindo”, argumentou o autarca da coligação PG/Nós, Cidadãos!







