
Emirados confirma entrada de três drones no país pela fronteira oeste
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciou hoje a entrada de três drones no país pela fronteira oeste, tendo intercetado dois, mas o terceiro impactou um gerador elétrico próximo de uma central nuclear.
“As defesas aéreas dos EAU fizeram frente a três drones que entraram no país a partir da fronteira ocidental. Dois foram intercetados com êxito, enquanto o terceiro impactou contra um gerador elétrico fora do perímetro da central nuclear de Barakah”, disse o ministério em comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
As autoridades estão a investigar para determinar a origem dos ataques, ainda desconhecida, não tendo até ao momento responsabilizado o Irão ou nenhum outro grupo que participa no lançamento de drones e mísseis contra os países do golfo Pérsico desde o início da guerra no Médio Oriente, acrescentou na mesma nota.
Assim, o Ministério da Defesa afirmou a vontade de “enfrentar com firmeza qualquer tentativa de minar a segurança nacional”, numa altura em que os EAU estão a ser o país mais atingido por ataques de represália na sequência da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão a 28 de fevereiro.
O gabinete de imprensa do Governo tinha adiantado que as autoridades responderam a um incêndio provocado por um ataque com drone, que começou “fora do perímetro interior” da central de Barakah, na região de Al-Dhafra, sem que se tenham registado feridos ou problemas de segurança com a radiação.
Na sequência do ataque, o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AEIA), Rafael Grossi, manifestou “profunda preocupação” e afirmou que “toda a atividade militar que ameace a segurança nuclear é inaceitável”.
Os EAU denunciaram o impacto de um aparelho não tripulado que provocou um incêndio num gerador que alimentava a central nuclear de Barakah, na região de Al-Dhafra, que abrange grande parte do oeste do país.
O Irão, que desde 28 de fevereiro tem lançado ataques contra países da região com presença militar norte-americana, não comentou o incidente.
No sábado, o Governo dos EAU afirmou que “todas as medidas” tomadas pelo país na guerra contra o Irão se enquadraram “em ações defensivas”, sem esclarecer se já atacou ou não a República Islâmica.








