
Académico está a 90 minutos de se juntar aos maiores do futebol nacional
O Académico de Viseu vem de quatro jogos sem perder e na última jornada foi ao Seixal bater o Benfica B por 2-0.
Em sentido inverso, o Sporting B não vence há seis jogos e na jornada anterior perdeu em casa com o FC Porto B.
Na primeira volta, o Académico foi a Alcochete vencer o Sporting B por 2-1.
São estados de espírito diferentes também, porque os viseenses sabem que um empate chega para atingirem a I Liga. Em vantagem no confronto direto com o Torreense, o Académico sobe sempre se fizer um melhor resultado que o seu opositor, jogando com dois resultados, a vitória e o empate. Por sua vez, o Torreense terá mesmo de vencer o seu jogo, à mesma hora, com o Vizela, e esperar por uma derrota do Académico no Fontelo. Apesar de tudo, a equipa do oeste sabe que tem, pelo menos, o 3.º lugar garantido e o acesso ao play-off. Na cabeça dos seus jogadores poderá já estar outro jogo, que se disputará no domingo, 24 de maio, no Estádio do Jamor: a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting. Será que terá algum peso a final da prova rainha, e o aumento natural da ansiedade, no jogo de hoje? O que é certo é que, mesmo não subindo diretamente através do 2.º lugar, o Torreense está a efetuar uma época brilhante e mesmo ficando em 3.º lugar tem tudo em aberto para chegar ainda à I Liga.
Sérgio Fonseca apostou no seu "onze" habitual, sabendo que nessa formação estão alguns dos jogadores mais destacados e premiados desta edição da II Liga: Domen Gril, André Clóvis, Messeguem, Kahraman, Anthony Correia, Gustavo Costa e Robinho.
André Clóvis é mesmo o jogador mais utilizado do plantel, com 33 jogos e 2860 minutos realizados na prova. É igualmente o melhor marcador da II Liga, com 23 golos.
Por volta das 13h00, já haverá certezas. São dois jogos decisivos à mesma hora, com o mesmo grau de intensidade.
Ao Académico de Viseu cabe a responsabilidade de acender o rastilho da festa que já se prepara na cidade deste ontem. Tudo está pronto para homenagear os heróis que poderão recolocar o Académico no escalão maior do futebol nacional. Que seja, pois, um Académico de primeira hoje.









