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76 pessoas já retiradas de navio e repatriadas a partir de Tenerife

Ao longo do dia foram retirados os 14 espanhóis que estavam no barco, que já foram transportados para um hospital militar em Madrid

A operação que decorre nas ilhas Canárias com o navio do surto de hantavírus já retirou do barco e repatriou 76 pessoas de várias nacionalidades, disse hoje o Governo espanhol.

O navio de cruzeiro "MV Hondius" chegou hoje de manhã a Tenerife, no arquipélago das Canárias, com 147 pessoas a bordo, sendo que pelo menos 104 deverão desembarcar e ser repatriadas nesta ilha.

Ao longo do dia foram retirados os 14 espanhóis que estavam no barco, que já foram transportados para um hospital militar em Madrid, a partir do aeroporto Tenerife Sul, a cerca de 10 quilómetros do porto de Grandilla, onde estão a ser feitos os desembarques.

Seguiram-se cinco franceses, que voaram para Paris; 26 pessoas de diversas nacionalidades que foram transportadas para os Países Baixos num mesmo voo; 20 britânicos, um alemão e um japonês que saíram para Inglaterra numa aeronave do Reino Unido; dois cidadãos da Irlanda e três da Turquia, que foram repatriados para os respetivos países em dois voos.

Saiu também de Tenerife, durante a tarde, um avião para o Canadá com quatro pessoas.

Ainda hoje serão desembarcados e repatriados pelos Estados Unidos os 17 norte-americanos que viajavam no cruzeiro, disse o Ministério da Saúde, num balanço feito por volta das 18:00 locais (mesma hora em Lisboa).

A operação deve terminar na segunda-feira à tarde, para quando está previsto um voo para a Austrália, que vai transportar pessoas de diversas nacionalidades, assim como a saída de um novo avião para os Países Baixos, considerado um "avião vassoura", que levará passageiros e tripulantes do paquete que, por algum motivo, não seguiram nos voos anteriores.

O "MV Hondius" é um navio com bandeira neerlandesa e o armador é dos Países Baixos, pelo que é este país que assume a responsabilidade de todos os repatriamentos serem concretizados.

Estão a ser usados nos repatriamentos aviões fretados por vários países e outros da União Europeia, ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil.

Esta "operação inédita, de envergadura internacional sem precedentes", nas palavras da ministra da Saúde espanhola, Mónica García, está a ser coordenada por Espanha, pelos Países Baixos, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela União Europeia.

Passageiros e tripulantes, com máscaras e fatos completos de proteção sanitária, estão a ser levados em veículos militares do porto de Granadilla para o aeroporto de Tenerife Sul e estão a ser deixados diretamente na pista, à entrada dos aviões que os transportam.

Durante a manhã de segunda-feira, o navio será reabastecido, também no porto de Granadilla, para poder seguir viagem até aos Países Baixos logo que terminarem os desembarques.

Para levar o navio até Roterdão não vão desembarcar nas Canárias pelo menos 30 tripulantes.

A OMS confirmou até agora seis casos de oito suspeitos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram neste barco. Três pessoas morreram e nenhum dos doentes ou suspeitos de estarem infetados estão já a bordo.

O barco viajava desde a Argentina, pelo Atlântico Sul, e suscitou um alerta sanitário internacional no passado fim de semana.

O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.

Os sintomas da infeção com hantavírus são, inicialmente, semelhantes aos da gripe, como tosse, fadiga ou dores de cabeça e musculares.

Dependendo da estirpe, o hantavírus pode provocar uma infeção pulmonar ou renal.

Maio 10, 2026 . 21:45

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