
Deputados do PS exigem manutenção do helicóptero do INEM em Viseu
Os deputados do PS na Assembleia da República, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Viseu, estão contra a desativação da base de helicópteros do INEM localizada em Viseu e questionaram a ministra da Saúde sobre os fundamentos para esta decisão e sobre os riscos no socorro às populações.
Em comunicado, Armando Mourisco e Elza Pais referem que a decisão, “anunciada no âmbito de uma reorganização dos Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM) que prevê a sua concentração nos grandes centros hospitalares (Porto, Coimbra, Lisboa e Faro) até 2030”, constitui um retrocesso na organização territorial do serviço, “com consequências graves para o socorro das populações da Beira Alta e do Interior Centro”.
“Viseu não é apenas um ponto num mapa, é o centro de uma região com orografia complexa e populações envelhecidas, onde o tempo de resposta é a fronteira entre a vida e a morte”, afirmam os deputados, sublinhando que “centralizar este meio em Coimbra ou no Porto ignora o investimento público já realizado nas infraestruturas locais e agrava o sentimento de abandono das populações do interior”.
Para os parlamentares, o argumento de garantir a eficiência técnica não se pode transformar em negligência territorial e o ‘Portugal de duas velocidades’ é um risco real quando se centralizam meios de emergência médica.
Por esses motivos, questionam a ministra da Saúde sobre a existência de estudos de impacto que garantam que a retirada do helicóptero de Viseu não aumentará o tempo de resposta em situações de emergência no distrito e zonas limítrofes.
Lembram ainda os investimentos realizados pela Câmara Municipal de Viseu e pelo Estado central na manutenção e operacionalidade da atual base, para perguntarem como justifica o Governo o desperdício destes fundos públicos em prol de novas infraestruturas no litoral.
Armando Mourisco e Elza Pais querem ainda saber como é que o Ministério da Saúde enquadra a medida nas políticas de coesão territorial e de combate às assimetrias entre o litoral e o interior. “Se o objetivo é a proximidade aos hospitais de destino, por que razão o Governo não equaciona o reforço de meios em vez da mera transferência dos existentes, mantendo as bases operacionais no interior”, perguntam.








